Cor que simboliza tranquilidade e transformação, lilás foi escolhida para emoldurar uma campanha que chama a atenção das famílias e dos profissionais de saúde sobre o primeiro passo para definir o futuro do bebê: o teste do pezinho – exame simples, obrigatório e rápido que deve ser realizado após as primeiras 48 horas do nascimento e até o 5º dia de vida do neném. O teste, especialmente se for feito nesse período, identifica seis doenças genéticas ou congênitas passíveis de tratamento, mas que não apresentam sinais ao nascimento. Essa é a mensagem da campanha Junho Lilás, idealizada pela União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal e pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo. O movimento ganhou força na terça-feira (6/6), quando o Dia Nacional do Teste do Pezinho foi lembrado em várias cidades brasileiras.
Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) fez um alerta: só 72% dos recém-nascidos passam pela triagem (o Ministério da Saúde preconiza cobertura acima de 90%); outros 28% dos bebês não chegam aos serviços de saúde para fazer o exame. Também preocupa saber que, entre os nenéns que fazem o teste do pezinho, apenas 20% deles são submetidos ao exame no período ideal: entre o 3º e o 5º dia de vida. Ou seja, 80% dos bebês passam tardiamente por essa triagem em Pernambuco.
No Estado, desde 2001, quando o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal, 340 crianças foram diagnosticadas com hipotireoidismo congênito, 37 com fenilcetonúria, 14 com fibrose cística e 528 com doença falciforme e outras hemoglobinopatias. Além desses números, há outros pacientes que foram encaminhados aos serviços antes de o teste ser ampliado, no Serviço Único de Saúde (SUS), para diagnosticar as seis doenças. “No Imip (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira), por exemplo, há mais 128 casos de fibrose cística em acompanhamento. E no Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco), há mais de mil em tratamento para doença falciforme”, informa a coordenadora de Triagem Neonatal da SES, Telma Costa.
Assista ao vídeo do Ministério da Saúde sobre a triagem:
A rede de acompanhamento e tratamento em Pernambuco ainda contempla o Hospital Barão de Lucena, com assistência para casos de fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. “O ideal é que profissionais da maternidade orientem os pais a irem a um ponto de coleta, próximo à residência, para o bebê fazer o teste. Não há período inadequado para a criança ser submetida ao exame, mas o diagnóstico precoce é importante para se iniciar o tratamento em tempo hábil”, complementa Telma.
Fonte: Jornal do Commercio



