Júri adiado por falta de advogados

Após duas horas de expectativa, a juíza Inês Maria de Albuquerque, da 1ª vara do Tribunal do Júri de Jaboatão, anunciou, no fim da manhã de ontem, o adiamento do julgamento de dois dos cinco acusados de matar o médico Artur Eugênio Pereira, 35. O júri foi remarcado para a quarta-feira às 9h.

O adiamento foi provocado pela falta de defesa de um dos réus, Cláudio Amaro Gomes Júnior, que a poucos minutos da sessão ser iniciada apresentou petição solicitando destituição de dois advogados e um atestado justificando a ausência do terceiro defensor, que estaria com problemas no joelho. A nova sessão tem previsão de término no dia 27 deste mês. Além de Cláudio Júnior, será julgado também Lyferson Barbosa da Silva. Para evitar novo adiamento, a promotora Dalva Cabral informou que já solicitou à Defensoria Pública a nomeação de um defensor para acompanhar o caso.

Nas notificações, Cláudio Júnior não apresentou justificativa para a destituição dos advogados. Declarou apenas que seria por motivo particular. A atitude foi vista com reserva pelo advogado Daniel Lima, contratado pela família da vítima. “Não há problema no fato de um dos advogados estar doente. Os outros poderiam ter atuado. Isso foi uma manobra.”

A mulher do médico, Carla Azevedo, que prestaria depoimento como testemunha, lamentou o adiamento. “É desgastante, mas não perdemos a esperança de justiça.”

Cláudio Júnior será julgado por homicídio duplamente qualificado, furto qualificado mediante fraude com comunicação falsa do crime e dano qualificado pelo uso de substância inflamável. Lyferson Barbosa da Silva responderá por homicídio duplamente qualificado e dano qualificado. Artur Eugênio foi morto em maio de 2014. O crime teria sido motivado por desentendimentos profissionais entre o médico Cláudio Amaro Gomes, apontado como mandante.

Fonte: Diario de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas