O Hospital da Restauração (HR) será obrigado a contratar mais enfermeiros. A decisão da Justiça Federal, publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (6), foi tomada devido à ação do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE). No mês passado, foi constatado que, só para a sala de recuperação pós-anestésica e o bloco cirúrgico, serão necessários mais 103 novos profissionais da área.
O HR tem até seis meses para se adequar e obedecer à determinação. Caso não cumpra, terá que pagar uma multa de R$ 500 por dia. A assessoria do hospital declarou que a direção ainda não tomou nenhum posicionamento porque não recebeu a notificação oficialmente.
A fiscalização do Coren verificou que a quantidade de enfermeiros do hospital é insuficiente. Segundo a presidente da entidade, Simone Diniz, a falha no número de enfermeiros do HR prejudica o atendimento aos pacientes. Essa deficiência traz sérios problemas à população. Menos profissionais significa mais pacientes em risco, contesta.
O cálculo do déficit é baseado em uma fórmula com parâmetros que podem sofrer adequações locais, de acordo com a realidade financeira e epidemiológica da instituição, como o número de pacientes graves.
Hoje, o HR tem, aproximadamente, 480 funcionários, mas o número total de profissionais necessários apenas será divulgado depois de uma análise completa da situação do hospital.
A luta do Coren-PE para aumentar o número de enfermeiros começou em 2010. À época, o HR tinha 194 profissionais, enquanto o ideal seria 513. Vamos montar uma força-tarefa e realizar uma nova análise para saber os números atuais do hospital, explica Diniz.
FARMÁCIA
A Farmácia de Pernambuco agora tem um novo endereço. Desde da última segunda-feira, o estabelecimento deixou a Rua Padre Inglês, na Boa Vista, e foi transferido para o prédio da antiga sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES), na Praça Oswaldo Cruz, no mesmo bairro. O objetivo é oferecer um espaço amplo e com ambiente mais qualificado para atendimento aos pacientes que precisam de medicamentos especiais ou de alto custo.
Com a mudança, o Estado economizará R$ 300 mil por ano, que eram utilizados com o aluguel do antigo endereço. De acordo com a SES, a verba que será economizada ainda não tem nenhum destino.
Hoje, o programa de medicamentos especiais possui 34 mil usuários. A reforma do espaço, assim como a compra de novos equipamentos, custou cerca de R$ 650 mil.
Fonte: Jornal do Commercio



