Por Chico Carlos
Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na noite desta terça-feira (22), os médicos legistas aceitaram a nova proposta do Governo do Estado, com ressalva e encerraram a operação padrão. A decisão foi tomada depois de três horas de intensos debates sob a coordenação dos presidentes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Silvio Rodrigues, da Associação Pernambucana de Medicina e Odontologia Legal (Apemol), Carlos Medeiros e do Conselho Regional de Medicina (Cremepe), André Longo. A assembleia realizada no auditório do Simepe, bairro da Boa Vista, com a participação de mais de 50 profissionais terminou por volta das 23h15 e aprovou o reajuste proposto pelo governo, que varia entre 14,51% a 32,95% até o mês de junho, a manutenção da jornada de trabalho de 30 horas semanais e dos quinquênios.
Além disso, os legistas reivindicaram a ampliação da estrutura no Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), na Cidade Universitária, para ter condições de acelerar a liberação dos corpos. Outra decisão da assembleia é que o serviço de perícia traumatológica deverá ser normalizado a partir desta quarta-feira (23) hoje, na área que não havia sido interditada pelo Cremepe, na semana passada.
De acordo com o presidente da Apemol, Carlos Medeiros, os profissionais não aceitam serem transferidos para a estrutura da Secretaria de Saúde, para não haver perda salarial. “Queremos sim permanecer vinculados à SDS até junho, quando planejamos definir um Plano de Cargos, Carreiras e Salários e uma carreira exclusiva para a categoria”.
O presidente do Simepe, Silvio Rodrigues, assinalou que a assembleia foi importante e pautada pelo debate, bem como a construção conjunta de uma proposta para os próximos três meses, onde se iniciará nova mesa de negociação. “A decisão de assembleia em suspender a momentaneamente a operação-padrão é uma demonstração de que a categoria se preocupa com a população e quer negociar”, frisou.
Para o presidente do Cremepe, André Longo, a decisão dos legistas foi positiva, com um gesto para o Governo do Estado e, sobretudo, em respeito à população. “ Esperamos que a reforma do IML tenha celeridade a fim de que possa ser restabelecido os trabalhos no órgão. Defendemos ainda um plano de manutenção diária das salas de necropsias do IML”, acentuou.
Nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira (28), às 19h, na sede da Apemol em Santo Amaro, para avaliar a resposta do governo. A perspectiva dos médicos legistas é que um novo acordo seja feito no mês de junho, para uma reposição, em definitivo, todas as perdas dos últimos anos.



