Nesta quinta-feira (11), quando o país será marcado por atividades reivindicatórias, lideranças dos 53 sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), se reunirão na sede da entidade, em Brasília, para discutir a melhor estratégia de enfrentamento ao Programa Mais Médicos.
A instituição afirma que o governo declarou guerra à categoria com a publicação da MP 621, nesta última segunda-feira (08). Segundo o presidente da FENAM, trata-se de mais uma manobra para exploração da mão de obra médica e precarização do trabalho.
Ações judiciais, denúncias e anúncio de greve são os principais pontos da pauta no encontro. Os sindicatos médicos estão realizando assembleias e alguns deles já se decidiram pela paralisação geral e começam a organizar o protesto. Ao final da reunião ampla, serão anunciados os próximos passos do movimento médico brasileiro, liderado pela FENAM. A entidade questiona se realmente a prioridade será dada aos médicos do Brasil e se os municípios terão as condições de trabalho mínimas e adequadas para poder proporcionar um atendimento digno à população. A pretensão é acompanhar de perto todas as etapas e andamento do Programa.
Os projetos de lei de interesse da classe, relacionados à crise atual, também serão discutidos. A destinação de 10% das receitas da União para a saúde, a criação de carreira de estado e a aprovação do Ato Médico são essenciais para começar a solucionar, enfim, o caos em que se encontra a saúde brasileira.
Fonte: Fenam



