Maior surto em 13 anos no país

O Brasil vive o maior surto de febre amarela em 13 anos. Até ontem, foram confirmados 69 casos da doença, com 34 mortes. Desse total, 21 são de pacientes que apresentaram os primeiros sintomas em meados de dezembro. A tendência, no entanto, é que os casos deste ano superem também o surto de 2003, quando foram confirmados 64 pacientes com febre amarela. Isso porque há ainda outros 358 casos em investigação, incluindo 53 óbitos.
Além do aumento expressivo do número de casos, a doença atinge um número maior de estados e municípios neste ano. Em 2003, quando a febre amarela atingiu Minas, foram confirmados 63 casos em menos de 20 municípios do estado. Agora, pelo menos 41 cidades apresentam registros de pacientes com suspeita da infecção. Há notificações também em Espírito Santo, Bahia e São Paulo. “Não há dúvidas de que os casos vêm em maior número e atingem uma área maior”, afirma o infectologista da Fundação Oswaldo Cruz, André Siqueira. Para ele, não há um fator único que explique a expansão.
Entre as causas estariam maior circulação do vírus, desmatamento e mudanças do clima que favorecem a proliferação dos mosquitos transmissores da forma silvestre da doença. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que o governo também analisa a tese de que o surto em Minas pode estar relacionado à tragédia do rompimento da barragem em Mariana, que afetou o equilíbrio ecológico do Rio Doce em 2015. “Nós estamos aguardando eventual confirmação.”
O infectologista não descarta a possibilidade de que medidas de contenção tenham sido tardias. “Desde o fim do ano passado há registros de morte de macacos, um indício de que o vírus da febre amarela poderia estar circulando de forma mais intensa”, disse. (AE)

Fonte: Diario de Pernambuco

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