Mais 2 mil médicos cubanos

SAÚDE Profissionais chegam esta semana. Os primeiros 135 já aterrissaram ontem à noite e outros eram esperados esta madrugada

BRASÍLIA – Até o fim desta semana, 2 mil médicos cubanos desembarcarão no Brasil para atuar em municípios do interior e periferias de capitais. Eles se somam aos outros 400 profissionais da ilha que já estão no País para participar do programa Mais Médicos.

Assim como os demais médicos formados no exterior, eles terão aulas, ao longo de três semanas, sobre língua portuguesa e conhecimentos na área de saúde. A expectativa é que comecem a atuar em postos de atenção básica no final deste mês.

Ontem à noite, 135 médicos chegaram em voo fretado a Vitória. Outros voos estavam previstos para chegar esta madrugada a Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte. Essas quatro capitais sediarão o curso dado aos cubanos nessa segunda fase. Após as aulas, eles seguirão para os municípios onde devem trabalhar.

Em novembro, outros 1.600 cubanos chegam ao País. O convênio firmado entre Brasil e Cuba, por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS, prevê um total de 4 mil médicos da ilha no País, ainda este ano.

Além dos cubanos, chegam por estes dias ao Brasil outros 149 médicos formados no exterior, que realizaram inscrição individual no programa. Na primeira rodada, foram 282 profissionais de fora.

A grande maioria dos médicos com diploma estrangeiro, no entanto, ainda não começou a atuar, devido à falta de registro provisório nos conselhos regionais de medicina. Pela medida provisória que criou o programa, as entidades têm prazo de 15 dias para conceder o documento, obrigatório para os profissionais iniciarem as atividades.

Segundo balanço do Ministério da Saúde, dos 350 pedidos de registro cujo prazo de resposta já venceu, apenas 182 foram entregues. Os conselhos alegam que boa parte dos pedidos de registro foi feito com atraso pelo governo.

Ontem, um dos principais críticos do programa federal Mais Médicos, João Batista Gomes Soares renunciou ontem à presidência do Conselho Regional de Medicina (CRM) de Minas Gerais. A saída de Soares aconteceu depois de a Justiça ordenar que o CRM-MG concedesse registro aos médicos estrangeiros inscritos no programa.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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