Mais de 100 registros de síndrome em 15 dias

Este ano, até o último dia 8, Pernambuco registrou 382 pacientes com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), considerada uma das complicações mais sérias da gripe e demais doenças respiratórias. Até 25 de março, Pernambuco já havia notificado 280 casos de SRAG. O número atual de casos (382) é ainda maior do que o registrado no mesmo período de 2016, quando pelo menos 340 pessoas apresentaram essa condição – a maioria associada ao H1N1.

Dos 382 casos da síndrome deste ano, foram coletadas amostras de 249 pacientes. Desse total, 42 amostras foram positivas para vírus respiratórios: 38 para influenza A (H3N2), 3 para influenza B e 1 para o vírus sincicial respiratório (VSR). Metade dos casos de H3N2 (19 pacientes) foi registrado em crianças com menos de 4 anos – faixa etária mais susceptível a complicações da gripe. Por isso, é importante que os pequenos sejam levados aos postos de vacinação para tomarem a vacina contra influenza.

Os casos de SRAG exigem necessidade de internação dos pacientes, que geralmente apresentam sintomas como febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório. Até o dia 8, não foi registrado óbito associado à síndrome.

Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES), que reforça a importância da notificação e vigilância dos casos de influenza, especialmente nesta época de estação das chuvas, o que torna favorável a circulação de vírus respiratórios, incluindo os que causam gripe.

Entre as medidas de prevenção para os casos de influenza e suas complicações, como a SRAG, está a imunização dos grupos prioritários. No Recife, a vacina está disponível em todas as unidades de saúde da família (incluindo as Upinhas), unidades básicas tradicionais e policlínicas da prefeitura. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada grupo prioritário.

Fonte: Jornal do Commercio

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