Mais de 400 pernambucanos aguardam cumprimento de liminar da Justiça que manda a Universidade de São Paulo (USP) a lhes fornecer a pílula do câncer. As liminares foram obtidas por meio da Coordenadoria de Apoio às Pessoas Portadoras de Neoplasia Maligna, criada em 23 de fevereiro pela Defensoria Pública do Estado, com o objetivo de assessorar os interessados em receber o medicamento. O serviço será mantido, mesmo com a sanção da lei que autoriza o uso da fosfoetanolamina sintética.
“Vamos continuar resguardando o direito da população e forçando, juridicamente, que as pessoas recebam o medicamento. Mas agora precisaremos selecionar novos réus, entre o Estado, município e laboratórios públicos e privados. Por lei, todos estão obrigados a fornecer a pílula”, explica o defensor público-geral, Manoel Jerônimo.
Segundo ele, a Defensoria está trabalhando para aumentar o valor das multas para quem descumprir a decisão judicial, na tentativa de agilizar a execução das liminares. Hoje os valores variam de R$ 500 a R$ 2 mil.
A coordenadoria tem capacidade de atender a 20 pessoas por dia e é direcionada a pacientes da capital e Região Metropolitana.
Fonte: Jornal do Commercio



