Mais de 5 mil casos de dengue

Mais de cinco mil pernambucanos tiveram dengue de Janeiro até o dia 18 deste mês. número representa um crescimento de mais de 150% m relação ao mesmo período do ano passado. Entre as notificações, o crescimento ainda maior, chegando a 59,86% (26.666 pessoas com sintomas suspeitos) nessa mesma comparação. A doença tem avançado a cada semana. No boletim do último ia 11 eram 4.001 mil confirmações e 22.324 registros de casos suspeitos. Os dados oram divulgados ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). O Recife desponta como o município com o maior número de notificações: 6.633 até o momento, seguido por Jaboatão dos Guararapes 1.387), Camaragibe (1.379) e Goiana (942). Juntos, somam 0.341 casos ou 38,78% do total do Estado. Do início do no até agora, a SES registrou 6 óbitos. Um foi descartado e outros 15 continuam em investigação. Para a secretária-executiva interina de Vigilância e Saúde o Recife, Denise Oliveira, o ato de as notificações crescerem cada vez mais na Caital é preocupante. Porém, enfatizou, as ações vêm sendo feitas para combater os focos o mosquito transmissor. Não adianta os agentes entrarem nas casas das pessoas e elas não mudarem os hábitos. Há casas mesmo em ue são visitadas e uma semana depois, quando os gentes ambientais voltam, estão do mesmo jeito. Trabalhar a mudança de comportamento das pessoas é difícil”, admite. No último fim de semana, cerca de 100 profissionais de saúde ambiental e controle de endemias estiveram em 3.852 residências de 14 bairros com maior incidência da doença no Recife. Mais de 1,2 mil criadouros do mosquito Aedes Aegypti foram tratados com larvicidas. Gerente do Centro de Vigilância Animal (CVA), Jurandir Almeida destaca que esses plantões são, sobretudo, educativos, visto que 80% dos criadouros estão nas residências. “Vamos tratar os focos das larvas do mosquito, fazer os bloqueios químicos onde há maior infestação e orientar as pessoas a como prevenir a doença”, observa. Desde que a ação foi iniciada, no dia 7 de março, até ontem, foram visitados 28.583 imóveis. Por fim de semana, entre quatro e seis mil imóveis recebem a visita de agentes da Vigilância Ambiental. “O problema é quando a casa está fechada ou o proprietário não aceita a visita”, lamenta. RECUSA A recusa dos donos das moradias, que vetam os agentes de Vigilância Ambiental de realizarem vistorias para detectar possíveis criadouros de dengue, preocupa a Secretaria de Saúde do Recife. Tal empecilho fez a pasta ingressar com mandado judicial para que os proprietários de 389 imóveis eliminem os focos ou autorizem a inspeção da secretaria até hoje, prazo dado pela Justiça. “Vamos estabelecer um cronograma para ver por quais residências começar. Devemos nos reunir nesta quinta”, acredita Denise Oliveira. A exigência foi publicada no Diário Oficial do município no último dia 18. ALERTA Os pacientes que chegarem com manchas avermelhadas na pele, acompanhadas ou não de febre e outros sintomas, deverão ser notificados como casos suspeitos de dengue, assim como os que apresentarem os sintomas clássicos da doença. A recomendação é da SES. Ameta é auxiliar no tratamento dos pacientes, divulgando os sinais de alerta da dengue e a necessidade de hidratação. Mesmo sem estimar se houve aumento na procura de pessoas com suspeita de dengue, Denise Oliveira disse que a recomendação deve ser levada a sério pelos profissionais de saúde. “Têm médicos que diagnosticam o paciente com virose. Essa recomendação deve ser levada à risca para sabermos em que bairro, por exemplo, há uma maior incidência (de dengue). Sendo suspeito da doença já é para notificar”, conclui. Esse foi o caso de Matheus da Silva Cardoso, 13 anos. “É a primeira vez que peguei dengue, mas a minha vizinha já teve também. Comecei a me sentir muito mal, com dores no abdômen, febre, dor de cabeça e dor no fundo do olho. Atrás da minha casa tem um sítio e lá tem muitas garrafas com água que atraem a dengue”, disse. Atualmente, 41 municípios estão com alta incidência. Entre eles, Fernando de Noronha, Vertentes, Toritama, Belo Jardim, Casinhas, Jataúba, Camaragibe e Tuparetama.

fonte: Folha de pernambuco

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