O governo norte-americano, através dos seus departamentos de agricultura e saúde, periodicamente publica um guia de orientação dietética para a população. No momento, está redigindo a versão de 2015 – o “The 2015 US Dietary Gudelinas”. Estas recomendações repercutemem todos os setores envolvidos comalimentos: agricultura, indústria alimentícia, programa de assistência alimentar, restaurantes, etc. Dessa forma, este documento interfere na vida de milhões de pessoas. A sua redação é feita por cientistas e reflete o que existe atualmente nas pesquisas e literatura médica sobre o que seriam hábitos dietéticos saudáveis. O documento atual se difere, entre outros, num importante ponto em relação aos anteriores: não existe recomendação para o uso muito limitado de gorduras. Nas versões anteriores desse guia dietético, a recomendação era de que o consumo máximo de gorduras variasse entre 20 e 30% do valor calórico total. E por que fizeram esta modificação? As razões são várias. Entre elas, a constatação de que, apesar de a sua diminuição vir sendo sugerida há muitos anos, o consumo de gordura não tem aumentado, mas a incidência do excesso de peso não para de crescer. ConsiderouMais gordura menos açúcar se por muito tempo que a gordura era o tipo de alimento que mais favorecia o excesso de peso. Qualquer alimento que ingerimos, independente do seu tipo, tem as suas calorias armazenadas no nosso tecido gorduroso. Esta tecido é nossa reserva energética. Afinal, necessitamos de energia a cada segundo para fazer comque os nossos órgãos exerçamas suas funções e não nos alimentarmos continuamente. Ora, a gordura é o alimento mais calórico, são nove calorias por cada grama. Além disso, para ser absorvida e armazenada no tecido adiposo, ela consome apenas menos de 5% do seu valor calórico. Por outro lado, o açúcar, o carboidrato, só tem quatro calorias por grama e tem gasto calórico elevado para ser transformado em gordura e armazenado como tal. Consome cerca de 25% delas. Conclusão óbvia: a gordura seria o alimento mais engordativo por ter mais calorias e menos gastos para o seu armazenamento. Certo? A experiência demonstrou ser isso absolutamente falso. Na tentativa de diminuir a ingesta de gordura, segundo as orientações dietéticas anteriores dos órgãos governamentais, aumentou-se a ingesta de carboidratos. O consumo deste tipo de alimento vem aumentando importantemente nos últimos anos. Resultado: o número de pessoas com excesso de peso não para de crescer. Também se achava que ingestão de gordura iria provocar elevação delas na corrente sanguínea. Hoje se sabe que isto nã ocorre, ou se faz de maneira pouco importante. Inclusive hoje se tem conheciment que o consumo de alimentos gordurosos pode inclusive trazer benefícios, como elevação do colesterol bom, o HDL- colesterol. Durante muitos anos, recomendava-se a proibição de alimentos ricos em colesterol para aqueles que tivessem seus níveis sanguíneos aumentados. Hoje se sabe, não existe nenhuma razão para isto. Assim, são liberados para quem te essa alteração as gemas de ovo e os crustáceos. Existem, inclusive, algumas pesquisas em que a ingesta de gordura muito maior do que 35% do valor calórico e pode, inclusive, acarretar diminuiçã do risco cardiovascular. A evidências atuais, destamaneira, é d que não existe nenhum benefício d substituição das gorduras pelos carboidratos. Muito pelo contrário. Eles, o carboidratos, são os principais culpados pelo aumento da obesidade, hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, AVC e esteatose hepática.
Fonte: Folha de Pernambuco



