Brasília – Se as dificuldades do governo federal para encontrar médicos para trabalhar nos municípios do interior são grandes, o que dizer das complexidades para contratar profissionais dispostos a se embrenhar nas florestas brasileiras a fim de atender as populações indígenas. Esse é um dos desafios da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), segundo o secretário, Antônio Alves de Souza.
“Não é à toa que a saúde indígena está entre as prioridades do Programa Mais Médicos”, disse. Em todo o país há 750 postos de saúde em aldeias, e menos de 300 médicos atendendo. “O problema é que a absoluta maioria deles está em locais próximos a cidades, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, enquanto 68% da população indígena vive na Amazônia”.
De acordo com Souza, os estados que apresentam maior vulnerabilidade são Acre, Amapá, Pará, Maranhão e Piauí. “O país precisa de, no mínimo, mais 200 médicos para atender a saúde indígena”, acrescentou.
O Mais Médicos tem como meta levar médicos para atuar na atenção básica à saúde em regiões pobres do Brasil, em especial na periferia de grandes cidades e em municípios do interior. “Muitos médicos se recusam a trabalhar 40 horas semanais. Por isso, avaliamos ser melhor termos dois médicos com carga de 20 horas do que um de 40 horas”. (Abr)
Fonte: Diario de Pernambuco



