Pernambuco terá R$ 30 milhões exclusivos para ações emergenciais de combate a epidemia de dengue e demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2016. O montante é relativo a emendas parlamentares e já está incluso na previsão orçamentária para a saúde no próximo ano, que é de R$ 5,10 bilhões. O Estado declarou situação de emergência no final de novembro. Quadro que permanecerá por 180 dias. Na ocasião, foram disponibilizados R$ 25 milhões dos cofres estaduais para controlar o avanço do mosquito e oferecer assistência às crianças com microcefalia. Já os R$ 30 milhões darão segurança às estratégias contra o Aedes – transmissor da dengue, zika e chikungunya.
O governador Paulo Câmara destacou que, mesmo diante da crise financeira que deve persistir no próximo ano, qualquer investimento que puder ser feito na área será destinado às vítimas da microcefalia. “Não podemos ampliar a rede. Mas a exceção, e disso não vou abrir mão, é uma ampliação das unidades de atendimento às crianças com microcefalia”, afirmou. A Secretaria Estadual de Saúde atendia, em média, dez crianças microcéfalas por ano. Atualmente, já são mais de 200. O Estado tem 920 casos suspeitos de microcefalia, o que representa 38% das notificações no País.
MONITORAMENTO – Na última quinta-feira (17) foi mais um dia de reunião de monitoramento do Aedes e microcefalia com o governador e as secretarias que compõem o front dessa batalha, como Saúde, Casa Civil e Planejamento. A secretária executiva de coordenação geral da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Cláudia Callou, destacou que a gestão está realizando um diagnóstico das necessidades que a rede terá diante dessa nova demanda de crianças. “Parte dos recursos que teremos servirá para equipar algumas de nossas unidades e melhorar, sobretudo, a reabilitação”, contou.
Ana Cláudia acredita que em até 15 dias esse diagnóstico dará uma dimensão dos que precisa ser melhorado e de quanto será preciso investir em contratação de recursos humanos. É certo que haverá a necessidade de incrementar equipes com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais que farão a reabilitação desses bebês. Onde não há unidade estadual, o Governo reforçará os equipamentos municipais.
Fonte: Folha de Pernambuco



