Entra governo, sai governo, os hospitais da Universidade de Pernambuco estão sempre longe da prioridade máxima do Estado. Um ou outro ajuda do seu jeito diante do grito da comunidade, mas, de fato, nas duas últimas décadas, nada foi além de repasses pontuais, abertura do Pronto Socorro Cardiológico em 2006 e do novo modelo de gestão implantado em 2014. O complexo Oswaldo Cruz – Cisam – Procape carece de cuidados especiais, pela histórica prestação de serviço à população, formação e qualificação de profissionais. Faltam verba de custeio, concurso, apoio técnico para planejamento, gestão e captação de recursos. O novo secretário da Saúde, José Iran Costa Júnior, reconhece a importância das três unidades, mesmo não estando elas sob seu comando (são da Ciência e Tecnologia). Afinal são âncoras da alta complexidade do SUS. Pensando positivo, novo governo e novo reitorado (Carlos Calado foi substituído por Pedro Falcão) podem ser mais uma chance para o apoio verdadeiro. Os dois hospitais mais velhos, o Huoc e o Cisam, já foram exemplo nacional e internacional, seja na assistência à mulher vítima de violência sexual, cura da raiva humana e outras conquistas. Fazer o novo é bom. Preservar o que dá certo, melhor ainda.
Fonte: Jornal do Commercio



