Passado o Carnaval, é hora de agilizar soluções para o resto do ano. Na saúde pública de Pernambuco, a assistência ao parto grita alto, em razão de problemas como a superlotação da rede de alto risco e a baixa produção dos serviços menores, principalmente no interior, com plantões desfalcados. O Comitê Estadual de Estudos da Mortalidade Materna aguarda para a próxima terça-feira, às 10h, audiência com o secretário estadual de Saúde, Iran Costa Júnior. Ele formou comitê, no mês passado, para buscar alternativas aos caos e está redesenhando a Rede Cegonha. Serviços foram contratados em anos anteriores, mas o modelo de acolhimento é questionado pelo movimento de mulheres, assim como a eterna peregrinação. A maternidade do Hospital das Clínicas da UFPE, fechada em dezembro para se adequar às normas sanitárias, ainda não retomou partos de alto risco. Faltam neonatologistas, enfermeiros e estrutura na UTI. Nas demais, a cadeira e o corredor ainda compõem o palco para a recepção das novas vidas.
Fonte: Jornal do Commercio



