Maternidade do HC reabre após 10 dias

Após dez dias com as portas fechadas, a maternidade do Hospital das Clínicas (HC), na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife, volta a receber novos pacientes hoje. A unidade para gestantes de alto risco suspendeu a admissão de usuárias no início da semana passada, por causa de um surto de infecção hospitalar. O funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do espaço retorna, inclusive, com a capacidade de 13 bebês atingida.

Segundo Cláudia Vidal, médica e chefe do serviço de controle de infecção hospitalar da unidade de saúde, um recém-nascido foi diagnosticado com infecção bacteriana na segunda-feira da semana passada, no dia 13 deste mês. Assim que a contaminação foi confirmada pelos profissionais da maternidade, normas e condutas do Programa para Prevenção e Controle de Infecção do HC tiveram que ser adotadas para evitar a disseminação do agente nocivo à saúde.

“Bloqueamos a entrada de novas grávidas, isolamos o recém-nascido contaminado e otimizamos a higienização dos processos hospitalares. Recebi resultado dos exames nos bebês que permaneceram internados hoje (ontem). Nenhum está infectado. Por isso, estamos reabrindo a maternidade”, explica a médica, que também integra comissão de controle de infecção hospitalar.

De acordo com Cláudia, o bebê foi infectado por uma bactéria gram-negativa, do tipo Pseudomonas aeruginosa, patogênica oportunista, capaz de explorar eventuais fraquezas do organismo, para estabelecer um quadro de infecção. “Embora o microrganismo seja comum em outras UTIs do Estado, no HC não é, porque nosso controle de higienização tem qualidade.”

Em entrevista por telefone, Cláudia Vidal contou também sobre as dificuldades para manter o controle de infecção na maternidade. “Muitos recém-nascidos apresentam quadro de saúde vulnerável. Há prematuros, outros com anomalia congênita. A maioria está com baixo peso. Além disso, algumas mães não realizam o pré-natal corretamente. Como muitos exames deixam de ser feitos, elas podem contaminar seu bebê na hora do parto”, exemplifica.

A médica também afirmou que não é possível identificar qual falha facilitou o surto da infecção hospitalar na maternidade. “Pode ter sido em procedimentos como cateterização vascular, assistência respiratória ou nutrição parental”, aponta.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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