Maternidades superlotadas no Grande Recife são ameaça ao direito de nascer

Não são apenas as maternidades que atendem gestantes de alto risco que vivem as consequências da superlotação. Nos serviços de assistência a mulheres em trabalho de parto com risco habitual, a realidade é a mesma. Em Olinda, no Grande Recife, onde a Maternidade Brites de Albuquerque está fechada há quatro anos, a do Hospital do Tricentenário tem registrado constantemente demanda maior que a capacidade de leitos, segundo a assessoria de imprensa da unidade. Em nota, diz que o estabelecimento conta com 30 leitos e tem realizado uma média de 80 atendimentos por plantão de 12 horas.

E Jaboatão dos Guararapes, também no Grande Recife, sem maternidade municipal, precisou firmar convênio com o Hospital Memorial Guararapes, da rede particular. A unidade, segundo a assessoria de imprensa do município, realiza de 400 a 420 partos por mês. No ano passado, o Memorial Guararapes contabilizou 4.157 procedimentos, sendo o sétimo no ranking dos que mais realizam partos em Pernambuco, segundo lista dos estabelecimentos de saúde do Estado que contempla atividades da rede pública e conveniada ao Sistema Único de Saúde. Em primeiro lugar, está o Hospital Dom Malan, em Petrolina (Sertão), com 7.158 partos em 2016. Em seguida, vem o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), com 5.742 partos no mesmo ano.

A Policlínica e Maternidade Professor Barros Lima, no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, desponta entre as dez que mais realizam parto no Estado. A unidade contabilizou 3.861 partos (9ª posição no ranking) no ano passado – número maior que o registrado no Hospital Agamenon Magalhães, com 3.594 partos. Das maternidades da rede municipal de saúde, a Barros Lima é a que mais realiza o procedimento. Em janeiro, segundo a diretora-executiva de Atenção à Saúde do Recife, Eliane Germano, as quatro unidades da Secretaria Municipal de Saúde, realizaram 1.030 partos (325 na Barros Lima; 265 no Hospital da Mulher do Recife; 225 na Policlínica e Maternidade Professor Arnaldo Marques e 216 na Bandeira Filho).

“O maior problema da rede de saúde do Recife é que, do total de partos realizados, de 30% a 35% são de pacientes que vêm de outros municípios, especialmente dos mais próximos à capital. E nos fins de semana, esse percentual chega a 60% porque vêm mulheres do interior”, esclarece Eliane Germano. Ela exemplifica que a Maternidade Arnaldo Marques, no Ibura, Zona Sul do Recife, tem recebido gestantes de Jaboatão.

ALTO RISCO

Sobre o Hospital da Mulher do Recife (HMR), no Curado, Zona Oeste da cidade, ela garante que a unidade passará a realizar partos de alto risco até o fim do ano. Em 2016, o hospital contabilizou 1.477 partos, assumindo a 22ª posição dos estabelecimentos que mais realizam partos no Estado. Em nota, o HMR informa que os serviços estão sendo abertos por etapa e que as unidades de terapia intensiva e de cuidados intermediários devem ser inauguradas à medida que os serviços recebam a habilitação do Ministério da Saúde, o que vai ocorrer este ano.

Fonte: Jornal do Commercio

 

 

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