Medicamento puxa inflação de 0,55% de abril

RIO DE JANEIRO – A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou para 0,55% em abril, ante alta de 0,47% apurada em março. A taxa é inferior ao índice registrado em abril de 2012, quando ficou em 0,64%. O índice foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem e confirmou a expectativa do mercado de desaceleração nos 12 meses. Em março, o IPCA havia superado o teto da meta nessa mediação e registrou uma taxa de 6,59%.

Os remédios foram os grandes vilões da inflação do mês passado, com alta de 2,99% e impacto de 0,10 ponto percentual no índice, liderando a lista de maiores impactos de abril. O ajuste do preço dos medicamentos foi autorizado pelo governo em 31 de março. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina dos Santos, os preços dos remédios são tradicionalmente reajustados nos meses de abril. Em 2012, a taxa de inflação dos remédios no mesmo mês havia sido de 1,58%

Outros itens que tiveram impacto importante na inflação foram os empregados domésticos, com aumento do custo de 1,25%, e refeição fora de casa, com taxa de 0,92%.

O resultado veio bem acima das estimativas de mercado, que previam taxa em torno dos 0,47%. Mesmo assim, o resultado reduz o acumulado do IPCA em 12 meses para 6,49%, abaixo do teto da meta do governo para a inflação, de 6,5%, ultrapassada em março. Para o acumulado, o mercado previa uma taxa de 6,41%.

Os preços do grupo alimentação e bebidas recuaram em relação a março e subiram 0,96%, contra 1,14%. Já a habitação subiu 0,62%, contra 0,51% em março.

Por outro lado, alguns itens contribuíram para evitar uma inflação maior, como a passagem aérea (variação de -9,12%) e a gasolina (-0,41%).

Alguns alimentos incluídos no decreto de desoneração da cesta básica, de 8 de março deste ano, também tiveram influência para evitar uma taxa maior. Caso de carnes (-1,78%) e arroz (-1,87%), por exemplo. Alguns itens tiveram desoneração mas, ainda assim, registraram aumentos de preços, como feijão carioca (9,44%) e pão francês (0,8%).

Fonte: Jornal do Commercio

 

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