Rio – As vendas de medicamentos no Brasil deverão crescer, em média, de 15% a 20% neste ano sobre a receita de R$ 49,6 bilhões registrada no ano passado, calcula o diretor executivo da Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan), Geraldo Monteiro. O aumento das vendas em relação a 2011 alcançou 15,8%.
Segundo ele, a ascensão das classes sociais D e E à classe C e a elevação da renda do trabalhador brasileiro foram fatores que impulsionaram o setor. A maior perspectiva de vida do brasileiro é outro fator que sinaliza para a ampliação das vendas. “A população, com perspectiva de vida cada vez maior, certamente vai investir mais na prevenção. E os medicamentos, que todo mundo imagina que seriam só para a cura de doenças podem ser usados também na prevenção”, avalia.
A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, acima da taxa de 0,9% registrada em 2012, aponta também para o crescimento das vendas de remédios, destaca o diretor executivo da Abradilan. “Quando há perspectiva de aumento do PIB, há mais perspectiva de emprego, de renda. Tudo isso, de uma maneira ou de outra, vai refletir no consumo.”
A carga tributária é, segundo Geraldo Monteiro, o principal entrave para um maior desenvolvimento do segmento, porque acaba refletindo nos custos que são repassados ao consumidor. Ele reivindica do governo a diminuição da carga tributária que incide sobre o setor de medicamentos, hoje da ordem de 33,9%.
Fonte: Jornal do Commercio



