A origem dos medicamentos encontrados no quarto do estudante de medicina Paulo Roberto Cirne Júnior deve ser investigada pela Agência Pernambucana de Saúde (Apevisa). De acordo com o gerente geral, Jaime Brito, é provável que o órgão faça parte da investigação para responder se houve crime na aquisição das substâncias de uso controlado, normalmente limitadas a quantidades ministráveis apenas pelo período de sessenta dias.
Nesse caso, o registro dos lotes das substâncias servirá para rastrear onde o estudante de medicina os adquiriu e quem os forneceu. “É estranho que se tenha antiansiolíticos numa quantidade muito fora do normal. Em casos assim, pode-se verificar a procedência da prescrição médica, se houver, o que pode resultar numa denúncia ao Cremepe, caso o profissional responsável por todas as indicações seja o mesmo”, explica Brito.
Segundo ele, apenas se configura crime de tráfico de entorpecentes, a hipótese de que os remédios tenham sido adquiridos em pontos de venda sem a devida prescrição médica ou, em último caso, se houve algum tipo de desvio de medicamentos de alguma unidade de saúde. “Tudo isso tem que ser verificado e apurado, caso sejamos acionados, como normalmente acontece”, explica.
Fonte: Diario de Pernambuco



