Médicas e deputada discutem sobre Projeto de Lei para boas práticas da assistência ao parto em Pernambuco

As representantes do Simepe, Cláudia Beatriz (vice-presidente) e Jamilly Leite (diretora) estiveram reunidas na tarde desta terça-feira (21/02), com a deputada estadual Socorro Pimentel (PSL) e a presidente da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Pernambuco (Sogope), Luiza Menezes, também representante do Cremepe e Cisam. A reunião foi na sede do Simepe, bairro da Boa Vista e visou discutir sobre propostas e ajustes para o Projeto de Lei que dispõe sobre implantação de medidas de informação e proteção à gestante puérpera para a boa prática de assistência ao parto. A Assessora de Imprensa, Dianely Sales, acompanhou a parlamentar.

Durante o encontro, as profissionais de saúde e a deputada dialogaram sobre o tema, com posicionamentos, comentários e sugestões para o Projeto de Lei, que vem sendo discutido, visando a humanização da assistência ao parto. Vale destacar que a pauta não foi finalizada após a reunião; a proposta é manter a conversação e fazer os ajustes necessários, para que o Projeto de Lei prossiga até a fase final de implantação.

Regulamentação e boas práticas da obstetrícia

Segundo a vice-presidente do Simepe, Cláudia Beatriz, foi uma reunião bastante positiva que busca regulamentar questões relacionadas às práticas de assistência ao parto. “Conseguimos estabelecer um diálogo com membros da sociedade de ginecologia e obstetrícia e outros colegas para nos colocarmos enquanto profissionais, defendendo uma especialidade que vem sendo maculada, dentro de um processo de construção de um parto seguro e adequado”, ressaltou.

Em sua opinião, o serviço público de saúde referente à assistência à parturiente, ao parto e nascimento possui lacunas que precisam primeiro de regulamentação para que direitos sejam garantidos ao nascimento e melhorar a assistência pública. “É fundamental ouvir todas as esferas e representantes de todas as categorias para que essa construção seja feita de forma coletiva, positiva e sem máculas. Para partirmos de uma forma positiva para um futuro de construção dentro de práticas adequadas e seguras ao binômio: mãe e filho”, frisou.

Para a presidente do Sogope, Luiza Meneses, o encontro foi produtivo, com posicionamentos e contribuições enquanto médicas e entidades. “Desmistificamos alguns pontos de vista e colocamos palavras pró ativas em pauta, com intuito da boa prática em obstetrícia desde do pré natal, parto e Puerpério, e utilizando ferramentas disponíveis no site, no Ministério da Saúde, além de uma diretriz nacional lançada em janeiro de 2016, publicada essa semana através de portaria no Diário Oficial de União que menciona essa diretriz. O projeto de lei vai ser ajustado e vamos colaborar com o apoio das entidades médicas junto à deputada para que a sua implantação seja concretizada”, assinalou.

Por sua vez, a deputada Socorro Pimentel disse que o projeto de lei objetiva em seu conteúdo adotar boas práticas disponíveis para todas as gestantes na hora do trabalho de parto, sendo importante ter sugestões e propostas de quem está na prática exercendo esse trabalho, principalmente na rede pública. “Fizemos questão de convidar três médicas do Serviço Público do Estado para essa discussão. Dra Claudia Beatriz (Simepe), inclusive, trabalha em maternidade da rede pública, com maior número de partos do estado. Precisamos dessas sugestões para elaborar um projeto de lei que atenda às necessidades das gestantes e que possa se adaptar à realidade do nosso estado”, pontuou.

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