Médico de exame também insatisfeito

Os profissionais médicos que lidam com diagnósticos de imagem e procedimentos invasivos, do tipo angiografia e hemodinâmica, se mobilizaram junto à Comissão de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM-PE) para pressionarem por melhores remunerações. Eles estão insatisfeitos com o tratamento recebido pelas operadoras dos planos e seguros de saúde e a sua estratégia para resolver a situação será definida hoje, no encontro da categoria, que começa às 19h30, no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), no bairro da Boa Vista.

Os profissionais reivindicam que, a partir de 1º de março, seja implementada a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM 4ª edição), com valores acrescidos em 20% para procedimentos como ultrassonografia, mamografia, medicina nuclear, procedimentos invasivos e raio-X e 10% para os demais procedimentos da imaginologia. Além disso, eles também querem que, na ausência de reajuste anual a ser realizado pela CBHPM, os valores deverão ser reajustados anualmente de acordo com o mesmo índice autorizado pela ANS para majoração das operadoras de saúde. O último reajuste aprovado pela agência foi de 7,69%.

Mário Fernando Lins salienta que hoje as clínicas de diagnóstico penam para manter saldo positivo por causa do atual modelo de remuneração. “A CBHPM tem de ser adotada como referencial ético. Depois da reunião de quinta, vamos mandar ofício para iniciar as negociações com as operadoras. Elas querem trabalhar com os hospitais e clínicas via pacotes de atendimentos. Dessa forma, não há como fechar as contas.”

O médico informa que a nova CBHPM foi divulgada em dezembro, mas explica que a sua atualização (realizada a cada dois anos) não tem relação com reajuste de preços. “Sua finalidade não é aumentar valor, mas atualizar os procedimentos. Muitos caem em desuso e outros aparecem”, explica.

Fonte: Jornal do Commercio

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