O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) realizou, na noite desta segunda-feira (23/03), uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com médicos e médicas que atuam em todo o estado. O encontro, realizado de forma remota por meio da plataforma Zoom, reuniu a diretoria da entidade e a categoria para debater temas centrais relacionados às condições de trabalho e à garantia de direitos.
A condução da assembleia ficou a cargo do diretor do Simepe, Rodrigo Rosas, e contou com a participação da vice-presidente do Sindicato, Jamilly Leite e demais integrantes da diretoria e do advogado da Defensoria Médica (DFM), Ricardo Santos, reforçando o compromisso institucional com o acompanhamento técnico e jurídico das pautas da categoria.
Durante a AGE, foi discutida de forma aprofundada a relação de trabalho dos profissionais médicos com a Fundação Gestão Hospitalar no Martiniano Fernandes (FGH), especialmente diante da contratação irregular através da pejotização. Os profissionais lutam por melhores condições de trabalho e, principalmente, salários.
Para o diretor do Simepe, Rodrigo Rosas, o debate evidencia um cenário que exige atenção permanente da entidade. “A assembleia reforçou a preocupação da categoria com as formas de contratação vigentes, os desafios enfrentados no reconhecimento dos vínculos de trabalho e a necessidade de valorização profissional dos médicos”, destacou.
Como encaminhamento, os médicos e médicas presentes deliberaram, por unanimidade, pela junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), diante da burla do vínculo trabalhista na contratação de médicos por meio da CLT- Consolidação das leis do trabalho e PJ – Pessoa Jurídica.
A medida tem como objetivo assegurar a regularidade das contratações, bem como garantir o respeito aos direitos trabalhistas e previdenciários da categoria médica.
A decisão reforça o papel do Simepe como uma entidade presente, atuante e comprometida com a defesa dos médicos pernambucanos, especialmente diante de situações que impactam diretamente a dignidade do exercício profissional e a qualidade da assistência prestada à população.
O Simepe seguirá acompanhando o caso de forma rigorosa, adotando todas as medidas necessárias para assegurar direitos, promover condições justas de trabalho e fortalecer a valorização da medicina em Pernambuco.



