As entidades médicas, vem a público denunciar a gravidade de fatos divulgados na imprensa, referentes a contratação de seis mil médicos cubanos para trabalhar em locais de difícil acesso no interior do Brasil. A bem da verdade, médicos com boa formação serão sempre muito bem-vindos, afinal é o que todos almejam. Isso já acontece em todo o mundo. Quando um médico brasileiro decide trabalhar no exterior, se submete as regras para validar o seu diploma no país de destino. Uma vez aprovado, passa a desempenhar suas atividades sem maiores problemas.
Hoje, qualquer médico que deseja trabalhar em terras brasileiras, só precisa falar bem a nossa língua e revalidar o seu diploma, através de um programa do próprio governo denominado de Revalida do Ministério da Saúde e Ministério da Educação e Cultura. Esse programa tem a aprovação do Conselho Federal de Medicina, da Associação Médica Brasileira e da Federação Nacional dos Médicos. Simples assim. Qualquer profissional de nível superior que se destaque na sua área de atuação agrega valor à instituição na qual desempenhará suas funções, sem nenhum viés de cunho personalista ou eleitoreiro.
Facilitar a entrada de médicos despreparados, sem submetê-los ao Revalida é, no mínimo, um ato populista e irresponsável de um governo que tenta resolver os seus problemas através de fórmulas mirabolantes e inúteis. A resposta para a solução do caos na saúde brasileira já é do conhecimento de todos: carreira de estado, com a realização de concursos públicos nas áreas carentes – evitando o vínculo precário; condições de trabalho adequadas – locais e acomodações que permitam ao médico atender dignamente o seu paciente, instrumental condizente com a complexidade do ato médico; vencimentos decentes; acesso a comunidade científica, educação continuada; participação em congressos e outros instrumentos que possam contribuir para a prática de uma medicina de qualidade.
Tudo isso é do conhecimento de quem realmente se interessa em melhorar a saúde pública. Sem o compromisso governamental de instituir concurso público, com as prefeituras oferecendo “empregos” com vínculos temporários, não vamos a lugar nenhum. Não é com a vinda de 60, 600 ou 6.000 médicos de formação duvidosa que vamos resolver os graves problemas que afligem a saúde do povo brasileiro.
SAÚDE DE QUALIDADE PARA TODOS OS BRASILEIROS!



