Médicos da rede municipal de Olinda realizam ato público em frente ao MPPE. Profissionais cobram a reabertura do plantão do SPA de Peixinhos

SPAMédicos que atuam no Serviço de Pronto de Atendimento (SPA) Adulto/Infantil de Peixinhos, em Olinda, realizaram na manhã desta quarta-feira 14) um ato público. Os profissionais se reuniram em frente ao Ministério Público de Olinda (MPPE), na Avenida Pan Nordestina, próximo ao Fórum de Olinda, para cobrar a reabertura do plantão noturno daquela unidade de saúde.

Os médicos do serviço alertaram mais uma vez que a decisão da Secretaria Municipal de Saúde está provocando desassistência à população. O serviço é a única emergência 24 horas da rede municipal. Logo depois da manifestação, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) protocolou uma petição solicitando o apoio da Promotoria de Saúde do MPPE.

O vice-presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, voltou a criticar a falta de respeito e o descaso da Secretaria Municipal de Saúde com a categoria: ” “Lamentável. A decisão é equivocada da gestão da saúde que apenas publicou uma nota no site da prefeitura, alegando redução de custos. Os pacientes, estão sendo transferidos para outras unidades e até para outros municípios.A população de Olinda merece uma saúde melhor, comprometida com as necessidades de prevenção e assistência”, enfatizou.

Desde o dia 1º de outubro o serviço funciona das 7h às 17h e não mais 24 horas, conforme decisão da Secretaria de Saúde de Olinda. Os pacientes estão sendo encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da PE-15, e Hospital do Tricentenário, em Bairro Novo.

A médica pediatra Thaís Fernanda Lima, que trabalha no SPA de Peixinhos, comentou que a medida deixou cerca de três mil pessoas desassistidas. “Os profissionais de saúde foram surpreendidos com a suspensão do plantão noturno e a Secretaria de Saúde justificou como redução de custos. No entanto, nos outros turnos, o número de pacientes triplicou”, reclamou a médica.

Vale salientar que, no último dia 02 de outubro, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) fiscalizou a unidade de saúde e constatou a falta de medicamentos, escalas incompletas, mofo em paredes e teto, cadeiras rasgadas e falta de climatização no local. Segundo o presidente do Cremepe, Silvio Rodrigues, o relatório da fiscalização com todos os dados será entregue ao Ministério Público de Pernambuco (MMPE). ” A situação está passível a abertura de sindicância”, afirmou. Ainda de acordo com ele, o Cremepe e Simepe pretendem entrar com ação civil pública contra a Prefeitura de Olinda para restabelecer o atendimento noturno do SPA.

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