Médicos da UPA Caxangá iniciam movimento para assegurar direitos

Plantonistas vinculados à Unidade de Pronto Atendimento da Caxangá, localizada na Zona Oeste do Recife, estão realizando movimento para garantir a segurança de direitos importantes. Os profissionais estiveram reunidos na noite desta quarta-feira (05/04) em Assembleia Geral Extraordinária na sede do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e apresentaram as denúncias sobre a situação vivida no ambiente de trabalho.

O encontro foi comandado pelo diretor executivo do Simepe, Walber Steffano, e pelo integrante da defensoria médica do Sindicato, Diego Galdino. A principal queixa da categoria trata-se de uma tentativa de redução salarial que a gestão da UPA está tentando implantar, retirando o pagamento do “quinto plantão”.

“De fato, há uma redução salarial, porque foi colocado para eles que a partir do mês de fevereiro não haveria mais o pagamento do quinto plantão, mas nós entendemos que esse pagamento vem de muito tempo atrás. Tem médicos que trabalham há cinco anos e recebem isso. Entendemos essa situação como uma ação arbitrária. Depois de nos reunimos com nosso jurídico, há um entendimento muito claro que isso se caracteriza, sim, como redução de vencimentos”, detalha Walber Steffano.

Durante a AGE, os médicos também apresentaram problemas referentes a condições de trabalho, em especial no tocante à segurança na unidade. “Nós tivemos relatos de agressões verbais corriqueiros, roubos de carros, falta de segurança mesmo. Os médicos se sentem coagidos”, lamenta o diretor do Simepe.

Ao final da AGE ficou deliberado que a gestão da unidade, que é comandada pela Organização Social do Hospital Maria Lucinda, será notificada pela defensoria médica do Simepe para prestar os devidos esclarecimentos, bem como para participar de uma reunião para discutir as reivindicações da categoria. Ficou acertado ainda que uma nova AGE será realizada no próximo dia 19 de abril, mais um vez na sede do Sindicato dos Médicos, momento em que serão discutidas as respostas da UPA Caxangá e os próximos rumos da mobilização.

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