Médicos de Camaragibe continuam com o movimento de demissão

Os médicos da rede municipal de saúde de Camaragibe decidiram intensificar a entrega das cartas com pedido de exoneração, solicitando o desligamento do município. Essa proposta foi ratificada na assembleia geral dessa quinta-feira (28), no Simepe. Os médicos cumprirão o aviso prévio de 30 dias, a partir da data em que o documento foi protocolado. O Sindicato dos Médicos já contabilizou até o momento quase 60 cartas, com intenção de exoneração, dos quais 29 já foram reconhecidas em cartório e oficialmente entregues à Prefeitura na semana passada.

Em relação à carta aberta distribuída aos profissionais pelo prefeito João Lemos, os médicos afirmaram que não expressa a verdade dos fatos, uma vez que falta recursos humanos, medicamentos e equipamentos em toda rede municipal de saúde. Além disso, as condições de trabalho são precárias e os salários aviltantes, garante a categoria.

O presidente do Simepe, Silvio Rodrigues e o diretor Fernando Cabral participaram do encontro, onde fizeram uma avaliação positiva do movimento, da repercussão junto à população, afirmando que os médicos estão indignados com o descaso da Pefeitura. O objetivo do movimento é ampliar as adesões, principalmente de quem trabalha nos PSFs e na Maternidade “Amiga da Criança”. Por sua vez, o advogado da Defensoria Médica, Ricardo Santos, que também participou da reunião, destacou alguns pontos das ações que estão sendo movidas contra a Prefeitura.

Deste o começo do ano, o Simepe apresentou à Prefeitura de Camaragibe uma pauta de reivindicação, na qual incluia desde condições de trabalho e estruturas precárias à equiparação salarial com o Estado e municípios vizinhos, como Recife, Cabo e Jaboatão dos Guararapes. No entanto, o prefeito João Lemos, não apresentou nenhuma contraproposta que contemplasse as reivindicações da categoria.

Na rede municipal de Camaragibe, os médicos que estão aderindo movimento de demissão têm mais de 15 anos de vínculo profissional e agora não querem mais se submeter aos baixos salários e a péssimas condições de trabalho, tampouco as leis impostas pela prefeitura que estão prejudicando a categoria, bem como o conjunto dos servidores públicos municipais.

Aviso: na próxima quarta-feira (03) haverá uma nova assembleia, na sede do Sindicato, às 19h, para avaliação e definição dos rumos do movimento.

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