Médicos de Camaragibe endurecem o movimento e decidem paralisar as atividades

Diante da falta de resposta do prefeito João Lemos, os médicos que trabalham na Prefeitura de Camaragibe decidiram endurecer o movimento e paralisar as atividades por quatro dias (quarta, quinta, sexta e segunda feira) respectivamente nos dias  15,16,17 e 20 de setembro). A decisão foi tomada na noite desta terça-feira (14), no auditório do Simepe. Nestes quatro dias serão paralisados os atendimentos nos ambulatórios, postos de saúde da família, centros médicos e na maternidade Amiga da Criança. Apenas os casos de emergência serão mantidos nas respectivas unidades. Além disso, serão realizadas mobilizações nos locais de trabalho a partir de hoje (15), distribuição de panfletos e esperam resposta da Prefeitura  à  contraproposta entregue a semana passada à secretaria de Saúde, Ricarda Samara.

Na reunião, os profissionais e os diretores do Simepe, avaliaram a  carreata e o buzinaço realizados ontem (14) pelas principais ruas do município, afirmando que  a adesão foi bastante significativa, além das manifestações de apoio, apesar da chuva incessante registrada naquele município.

A categoria reclama dos baixos salários, infra-estrutura precária, garantia de remédios, aumento no número de profissionais e ambulâncias novas. Segundo o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), um médico no município recebe cerca de R$ 1.100.

“ A Saúde do  município apresenta uma série de problemas de atendimento à população, tais como: faltam remédios, médicos insuficientes nos plantões, equipamentos sucateados, insegurança e condições adequadas para o exercício profissional. Denúncias já foram encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe)”, enfatizou o diretor do Simepe, José Tenório.

Uma nova  assembleia geral da categoria foi marcada para o dia 20 de setembro (segunda-feira), às 19h30, no Simepe, para definição de novos rumos do movimento.

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