Os médicos da rede municipal de saúde de Camaragibe vão intensificar na sexta-feira (22), a entrega das cartas com pedido de exoneração, solicitando o desligamento do município. As novas cartas, com o termo de intenção de desligamento, serão entregues à prefeitura, a partir das 09h. Essa proposta foi ratificada na assembleia geral desta terça-feira (20), no auditório do Simepe. Os médicos cumprirão o aviso prévio de 30 dias, a partir da data em que o documento foi protocolado.
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) contabilizou mais de 55 cartas com intenção de exoneração, dos quais 25 já foram reconhecidas em cartório e oficialmente entregues à Prefeitura na semana passada. Hoje (21), os profissionais da Junta Médica decidiram também entregar seus cargos.
Os diretores do Simepe, Fernando Cabral, Adilson Morato, Tadeu Calheiros e Mário Fernando Lins, participaram do encontro e na oportunidade fizeram uma avaliação do movimento, assinalando que a categoria chegou a um limite de insatisfação. O advogado da Defensoria Médica, Vinicius Callado, também participou da assembleia e informou alguns detalhes das ações que estão sendo movidas contra a Prefeitura de Camaragibe.
15 anos de serviço – Segundo Tadeu Calheiros, os médicos que estão aderindo movimento de demissão têm mais de 15 anos de exercício profissional e agora não querem mais se submeter aos baixos salários e a péssimas condições de trabalho, tampouco as leis impostas pela prefeitura que estão prejudicando a categoria, bem como o conjunto dos servidores”, assinalou.
Deste o começo do ano, o Simepe apresentou à Prefeitura de Camaragibe uma pauta de reivindicação, na qual incluia desde condições de trabalho e estruturas precárias à equiparação salarial com o Estado e municípios vizinhos, como Recife, Cabo e Jaboatão dos Guararapes. Mas, o prefeito João Lemos, não apresentou nenhuma contraproposta que contemplasse as reivindicações da categoria. Além disso tratou os médicos com descaso e arrogância.
Crise na saúde – “Tentamos de todas as maneiras possíveis chegar ao acordo. A Prefeitura junto com a Secretária de Saúde tiveram tempo suficiente para solucionar de forma positiva a crise na saúde do município. Fizemos vários atos para chamar a atenção dos gestores e da população. Chegamos ao limite”, disse Fernando Cabral.
Na próxima quinta-feira (28) haverá uma nova assembleia, na sede do Sindicato, às 19h, para avaliação e definição dos rumos do movimento.



