Esperar e decidir. Estes foram os verbos mais utilizados por médicos do Samu e do Hospital de Urgências e Traumas (HUT) na assembleia geral que aconteceu nesta quarta (8) à noite, no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A reunião, coordenada pelos diretores do Simepe, Silvio Rodrigues, Tadeu Calheiros e José Alberto Rosas, contou com participação dos representantes da Univasf, Domingos Brandão e do médico Luiz Antônio Vasconcelos, da Comissão de Transição do HUT. Uma parcela expressiva de profissionais médicos esteve presente à reunião.
Transição administrativa no HUT
Para o Simepe, a transferência da administração do Hospital de Urgências e Traumas (HUT) para a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) é um fato novo no processo de transição administrativa que exige cautela, seriedade e transparência. “Entendemos que no HUT existe uma pluralidade de vínculos, distorções salariais, desabastecimento de insumos e medicamentos que precisam de soluções a médio e curto prazos”, afirmou Silvio Rodrigues. Segundo, ele, o Simepe e Cremepe vão participar das discussões do processo da transição relacionadas ao reajuste salarial, condições de trabalho e valorização do trabalho médico.
O representante da Univasf, Domingos Brandão, afirmou que haverá uma nova empresa jurídica a partir de 1º de julho, para discutir bases salariais, readequação do número de profissionais, enfim, construir uma gestão transitória em busca da valorização do trabalho médico. “ Precisamos da colaboração de todos (médicos e Simepe) nesse processo de transição, Vamos trabalhar com um orçamento de mais R$ 2 milhões. Mas, a perspectiva para o HUT e dobramos para R$ 4 milhões e fazermos uma gestão administrativa de qualidade para a população”, assinalou. Durante a AGE houve inúmeros questionamentos e preocupações dos médicos ao representante da Univasf que não se esquivou de responder a todos. A expectativa é aguardar a reunião a ser agendada entre o Simepe, médicos e Univasf, para discutir a Pauta de Reivindicações entregue desde o mês de abril passado.
Detalhe: dia 20 deste mês, às 19h30, está marcada uma nova AGE dos médicos de Petrolina, para avalição dos rumos do movimento. A paralisação dos serviços médicos no 1º de junho não está descartada pela categoria
Samu enfrenta dificuldades
De acordo com o diretor jurídico do Simepe, Tadeu Calheiros, os problemas no Samu continuam sem solução. As escalas lá não se repetem por mais de dois meses. Normalmente, quem cobre os buracos é o coordenador do Samu e ele se sobrecarrega porque não há profissionais suficientes. A falta de estrutura e o baixo salário são os motivos para que cada vez mais médicos, principalmente os contratados, deixem o serviço.
“O Samu já passou por uma intervenção ética, um acordo foi firmado com a prefeitura, mas nada mudou. A falta de comunicação entre os profissionais, a estrutura local precária e a escassez de materiais são alguns dos problemas enfrentados por quem trabalha no serviço”, reafirmou Tadeu Calheiros.
* Ficou decidido em assembleia geral que, na próxima semana, nenhum médico deve assumir o plantão extra.



