O diretor contou que, segundo a reitoria da Univasf, o atraso é de responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), que não repassou a verba à instituição. “Nós anunciamos a greve com 72 horas de antecedência justamente para dar espaço para que o Ministério possa sanar o problema”, afirmou Calheiros que garantiu ainda que uma denúncia contra o MS será formalizada junto ao Ministério Público Federal nos próximos dias.
Ainda de acordo com Calheiros, uma parte recursos usados no Hospital Escola, R$350 mil, são de responsabilidade da Univasf e da Prefeitura de Petrolina, que estão em dias com o pagamento. O problema seria a maior parte da verba, R$3 milhões, que seriam de responsabilidade do MS e que não foram repassados à unidade.
Com a paralisação todo o atendimento de cirurgia eletiva e atendimento ambulatorial, além da sala azul da emergêcia – onde ficam os casos de baixa gravidade – serão interrompidos. O hospital é o mais importante da região e a greve afeta, além dos moradores de Petrolina, cidades vizinhas, como Juazeiro e Ouricuri.
A participação de outras categorias na paralisação, como enfermeiros e funcionários de serviços gerais, ainda não foi confirmada, mas o diretor do Sindicato dos Médicos acredita no envolvimento de todos. “Não tenho legitimidade para falar de outras categorias, mas as pessoas estão, de modo geral, participando”, concluiu.



