De acordo com a categoria, a Prefeitura do Recife não cumpriu o que foi acordado em negociação janeiro deste ano
No sexto dia de paralisação, os médicos do Recife anunciaram que vão manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (26) em Assembleia Geral Extraordinária, no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE). A categoria reivindica melhorias na segurança e nas estruturas físicas das unidades de saúde, recomposição das escalas médicas, abastecimento adequado de medicamentos, entre outros itens.
Apesar da suspensão do atendimento eletivo nos postos e hospitais municipais, a urgência, emergência e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) continuam funcionando. Na manhã dessa terça-feira (25), uma comissão formada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) fez uma blitiz em unidades de saúde. Em uma delas, no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) José Carlos Souto, no bairro do Torreão, na Zona Norte do Recife, foi constatado que não há condições mínimas de trabalho.
“A paralisação continua por tempo indeterminado porque os médicos querem condições para irem trabalhar, querem que haja medicamentos para os pacientes, condições para fazer exames e infelizmente não temos isso aqui” – Tadeu Calheiros, presidente do Simepe.
O Simepe informou ainda que houve uma reunião com a Prefeitura do Recife em janeiro deste ano para a discussão das melhorias nos recursos para o exercício da profissão. Porém, segundo os médicos, pouca coisa mudou. “A Prefeitura do Recife vive dizendo que o diálogo está aberto, mas não tem ação. Assumiram um compromisso em janeiro, mas não cumpriram 75% do que foi acordado. Precisamos mais do que diálogo, precisamos de ação. Eles precisam garantir que vão fazer ações, que vão modificar a rede”, disse Tadeu Calheiros, presidente do sindicato.
Fonte: OP9 – Sistema Opinião de Comunicação



