
Na segunda-feira (2), foi realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) pela Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), no auditório do Simepe, quando ficou definida a estratégia de luta dos médicos da saúde suplementar para o Movimento Nacional de 25 de abril. Serão produzidas peças publicitárias em outbus, cartazes, camisas, panfletos e spot´s para rádios AM e FM. O objetivo é que a população seja esclarecida sobre como agem as empresas e que eles também são beneficiados pelas conquistas na área da saúde suplementar.
Os participantes da AGE aprovaram para o dia 25 de abril: paralisação seletiva contra os planos de saúde que não atendem a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), corrida com os bonecos gigantes, das 09h às 10h30, além da participação de bacamarteiros e cavalo marinho. Haverá premiação para os três primeiros classificados.
O encontro contou com a participação de representantes de entidades médicas, médicos residentes e estudantes de medicina da Universidade de Pernambuco que se mobilizaram para a paralisação de advertência de 24 horas e ato público, nesta terça-feira (3), em defesa de uma saúde pública de qualidade dos serviços do Cisam, Huoc e Procape.
Durante a ocasião, o presidente da CEHM, Mario Fernando Lins, avaliou os avanços obtidos com o movimento de 7 de abril de 2011, considerado histórico no movimento médico nacional. Entretanto, destacou que ainda há muito o que fazer para atingir um equilíbrio satisfatório na relação entre médicos e operadoras de planos de saúde. Este ano, a pauta básica de reivindicações abrange o foco no reajuste de procedimentos, CBHPM já, sem deixar de manter a luta pela valorização da consulta médica. O valor de R$ 80,00 foi estabelecido como referência básica e mínima para a consulta médica.
“A finalidade da categoria é continuar se manifestando contra os baixos honorários pagos por empresas de planos de saúde e também contra os baixos valores pagos por procedimentos. Reivindicamos também o fim das interferências praticadas pelos planos de saúde nos atos profissionais e a adoção da CBHPM já”, ressaltou Mario Lins.



