Médicos desistem de assumir cargos

PETROLINA Quatro profissionais inscritos no Mais Médicos, que atenderiam na zona rural da cidade, desistiram de assumir seus postos. Prefeitura vai solicitar novos médicos

Quatro médicos que iriam trabalhar o programa Mais Médicos, do governo federal, na cidade de Petrolina, no Sertão do Estado, desistiram do programa. Os médicos deveriam ter se apresentado para o trabalho na segunda-feira (2). Os profissionais atuariam nas Unidades de Saúde da Família (USF) de Caititu, Uruás e nas áreas 7 e 8 do Núcleo de Irrigação Nilo Coelho. Todos ficam em na área rural da cidade. Os postos de Caititu e Uruás estão a cerca de 80 quilômetros do Centro de Petrolina e os demais, a 20 quilômetros.

Além dos R$ 10 mil de salário que seriam pagos pelo governo, a Prefeitura ainda daria a contrapartida de R$ 371 para suprir custos com alimentação e R$ 1,2 mil para deslocamento. Para a secretária de Saúde de Petrolina, Lúcia Giesta, a localização dos postos de saúde pode ter afastado os médicos. “Mas isso não era nenhuma surpresa, estava tudo escrito no edital”, afirmou.

A prefeitura vai, agora, solicitar novos profissionais ao governo. As USFs de Caititu e Uruás estavam sem médicos há cerca de dois meses. Nesse período, segundo a secretária Lúcia Giesta, o atendimento aos pacientes era feito através de uma unidade móvel da secretaria. Já nos postos do Núcleo de Irrigação, seriam criadas novas equipes, diante do crescimento da população.

No próximo dia 12, o Ministério da Saúde deverá divulgar um balanço geral com o número de desistências no programa Mais Médicos.

ESTRATÉGIAS

Presidentes dos conselhos de medicina de todos os Estados estiveram reunidos, ontem, no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) para discutir as estratégias de ação contra o programa Mais Médicos.

Ficou decidido que os médicos cubanos poderão receber um registro provisório especial, já que eles estão vindo ao Brasil com o propósito de se qualificarem. “Dessa forma, é possível dar o registro provisório, que tem características diferenciadas, conforme prevê resolução do Conselho Federal de Medicina”, explicou a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão.

Segundo a presidente, até agora não foi explicado como esses registros serão emitidos. Os médicos formados no Brasil precisam comparecer ao conselho, tirar foto na hora e assinar a carteira presencialmente. Ao que tudo indica, os documentos dos estrangeiros serão enviados pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Jornal do Commercio

 

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