Médicos do Cabo de Santo Agostinho mantém disposição de luta

“ A luta não acabou e nem acabará…” É com essa inspiração de uma música popular que os  médicos da rede municipal do Cabo de Santo Agostinho mantém a disposição para lutar por seus direitos junto à nova gestão de saúde do município. Na quarta-feira (10/05), os profissionais vinculados ao Hospital Mendo Sampaio e à Estratégia de Saúde de Família estiveram reunidos em AGE, na sede do Simepe, sob a coordenação da vice-presidente da entidade, Cláudia Beatriz.

Segundo ela, os médicos continuam no movimento aguardando que seja divulgada e homologada a seleção simplificada para a atenção primária e a efetivação do pagamento das verbas rescisórias de contrato. “Eles vêm denunciando as precárias condições da estrutura física das unidades, tanto na atenção primária quanto nos hospitais, e as precárias acomodações no regime de plantão além das escalas de plantão defasadas, inclusive tendo tido redução do número de profissionais o que sobrecarregou a equipe que continuou em atividade”, afirmou.  Outras  demandas estão relacionadas com as escalas reduzidas e insuficientes, quando uma escala funciona com dois profissionais quando há anos funcionava com cinco. Resultado: o trabalho aumentou e o número de funcionários diminuiu.

Problemas e necessidades urgentes

“Existem vários descumprimentos às resoluções do Conselho, uma vez que um Hospital de referência para todo o município como o Hospital Mendo Sampaio não tem uma equipe de transferência, agravando o problema da escala desfalcada, já que algum profissional da escala terá que se deslocar para acompanhar o paciente na transferência hospitalar”, ressaltou Cláudia Beatriz.

O problema de abastecimento de medicamentos e insumos também permanece, sobretudo, no setor de urgência e emergência. Apesar de terem hospitais que funcionam 24 horas eles não possuem farmácia no período noturno, que funciona apenas até às 17h, assim como a oferta de médicos ortopedistas e traumatologistas em regime de atendimento, que antes trabalhavam em regime de plantão 24h. Em relação aos salários, os médicos concursados denunciam redução dos proventos ao longo de algum tempo,

A vice-presidente do Simepe, Cláudia Beatriz, destacou sobre um levantamento dos contra cheques para avaliação do ponto de vista jurídico e contábil.  “Uma reunião será solicitada, com os gestores do Cabo de Santo Agostinho, para esclarecimentos e em seguida ser levada à próxima AGE que deverá ser marcada depois dessa reunião”, assinalou.

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