Na noite desta terça-feira (28/01), médicos do Hospital Universitário do Vale do São Francisco (HU), voltaram a se reunir em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), no auditório da unidade de saúde, para avaliação do movimento e discutir os passos futuros da categoria.
Na ocasião, os médicos conversaram sobre a regularização dos salários e da expectativa de que os atrasos não voltem a acontecer. “Continuamos atentos e mobilizados para que esse direito trabalhista dos profissionais seja honrado”, ressaltou o diretor do Simepe, Tadeu Calheiros. Ainda de acordo com ele, esta não foi a única reivindicação da categoria, “a nossa pauta incluem também melhorias nas condições de trabalho e estrutura, portanto os médicos permanecem em estado de greve”, pontuou.
A categoria reclama que faltam medicamentos e que muitos equipamentos estão sucateados, além da superlotação nas áreas vermelha e amarela. De acordo com os profissionais, parece haver certo desinteresse e falta de compromisso por parte da gestão na manutenção do hospital. Diante deste cenário, os médicos decidiram durante a AGE, encaminhar ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe), oficio solicitando fiscalização na unidade de saúde.
Entre as decisões da AGE, a categoria definiu solicitar fiscalização, in loco, do representante legal do Ministério Público Federal (MPF) na unidade hospitalar para verificação das irregularidades estruturais e se a verba pública vem sendo aplicada adequadamente, assim como, o cumprimento das cláusulas do convênio celebrado entre a Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) e o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar.
O diretor Tadeu Calheiros aproveitou a oportunidade para reconhecer positivamente o envolvimento do procurador federal, Bruno Assunção, na busca de soluções para a situação. “Foi válida a intervenção do procurador no problema. A intenção realmente é envolver todos os interessados na organização do hospital e prestação do serviço à população”, destacou.
O presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues, esteve presente na ocasião e concordou que a mobilização dos médicos em prol das melhorias do Hospital Universitário significa comprometimento dos profissionais com a qualidade dos serviços prestados. “Este não é apenas um movimento de reivindicação salarial, mas também de melhorias para assegurar uma assistência de saúde digna à população de Petrolina e região”, opinou.
Próxima AGE no dia 10 de fevereiro, às 19h30, no auditório do HU.



