Em reunião nesta segunda-feira (1), no Sindicato dos Médicos, os médicos estatutários e contratados da Prefeitura do Paulista decidiram aguardar a conclusão do processo eleitoral, para discutir sobre condições de trabalho, reestruturação das unidades de saúde, equiparação salarial e concurso público. Em relação à Pauta de Reivindicações o Simepe recebeu ofício da Secretaria Municipal de Saúde, alegando a impossibilidade de negociação com categoria, considerando a vedação legal por conta do processo eleitoral.
O diretor do Simepe, Tadeu Calheiros, frisou que os médicos que atuam na rede municipal de saúde do Paulista recebem salários aquém da realidade de outros municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR). Hoje, o salário base, é de R$ 1.475,00 (plantonista com contrato de 12h) e de R$ 1.280,13 (diaristas/20 horas).
Os profissionais que trabalham na Policlínica Torres Galvão, Centro de Saúde da Mulher, além das unidades José Correia Mandú, Elzanir Ferreira de Araújo Josino Guerra, Manoel Caldas de Araújo, Adolfo Speck, Ana Nery, entre outros, cobram concurso público, carreira específica, pagamento de produtividade, Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV). “É um fato real e, ao mesmo tempo, lamentável, pois o município do Paulista merece uma saúde melhor. Hoje, paga-se um dos piores salários de Pernambuco. Isso precisa acabar”, salientou.
Os médicos reafirmaram que, as unidades de saúde continuam com escalas incompletas, repouso médico em precárias condições, móveis quebrados, consultórios mofados, bem como a falta material de limpeza (sabão, detergente, toalhas, copos descartáveis e papel higiênico), além da falta d´água. Novo encontro com a categoria foi marcado para o dia 19/11/12, às 19h30, na sede do Simepe.



