Médicos do Recife farão assembleia para definir sobre nova greve

Uma nova assembleia da categoria médica ligada à Prefeitura do Recife está marcada para a próxima terça-feira (26), às 14h, para avaliar o posicionamento que deverá ser tomado pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) a partir dos resultados da paralisação de advertência de 72 horas, realizada entre a última quarta e sexta-feira (de 20 a 22 de setembro). De acordo com o sindicato, é possível ser decidida uma greve após a assembleia.

Os médicos já voltaram a atender normalmente nesta segunda-feira, enquanto a reunião não é realizada. De acordo com o Simepe, a categoria pede atenção maior da Prefeitura da Cidade do Recife sobre a segurança e a estrutura nos postos de atendimento, recuperação salarial e o déficit de pessoal.

Segundo o presidente do Simepe, Tadeu Calheiros, “houve algumas conversas (com a Secretaria de Saúde do Recife), mas não houve avanço”. Ainda segundo Calheiros, as conversas devem continuar no dia de hoje. “A gente tem negociado, mas de um ponto para cá a negociação parou”, conta.

“Em alguns pontos, a SDS respondeu parcialmente aos anseios da categoria e em outros, ficou muito aquém do que se esperava”, afirma o presidente do sindicato. Entre os objetivos que ainda não chegaram a um acordo está a segurança nos postos, um dos principais pontos de reivindicação. O Simepe pede que seja implantado um sistema com vigilantes nos locais de atendimento.

Em relação à segurança, a Secretaria de Saúde respondeu, por nota, que “a pasta tem mantido contato permanente com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e a Secretaria Municipal de Segurança Urbana para discutir e reforçar as ações de fortalecimento da segurança nas unidades de saúde e no entorno delas, como a instalação de câmeras de videomonitoramento nas unidades de urgência”.

O órgão ainda afirmou que está aberto a negociações desde fevereiro deste ano e que ofereceu, como quarta proposta aos servidores, abono salarial de R$ 600 para as jornadas de 8 horas, proporcional para as demais jornadas; reajuste de 16,13% no vale refeição, e reajuste de 2%, condicionada à redução do custo da folha salarial do município para 48% da receita.

Fonte: Folha de Pernambuco

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