Médicos e pacientes sofrem nos Centros de Atenção Psicossocial do Recife

Desabastecimento de medicamentos, ambiente sem estrutura adequada e repleto de goteiras, falta de segurança e iluminação, além da defasagem no número de profissionais são alguns dos problemas enfrentados pelos médicos que atendem aos Centros de Atenção Psicossocial (CAP’s) da cidade do Recife. Na noite desta quarta-feira (09), os profissionais reuniram-se na sede do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), localizada no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, para denunciar a situação precária a qual estão submetidos.

O encontro, coordenado pela vice-presidente do Simepe, Claudia Beatriz, teve o objetivo de acolher as demandas e necessidades dos CAP’s recifenses. As unidades que são, naturalmente, voltadas a assistência de pacientes com transtorno mental carentes de cuidados e medicamentos para fins psiquiátricos, encontram-se atualmente desabastecidas dos insumos básicos e medicamentos para atender à população, ocasionando agravamentos de quadros e altas retardadas.

Além das dificuldades enfrentadas pelos pacientes, os médicos têm que lidar com as más condições estruturais e organizacionais dos Centros, dos quais se podem listar: os problemas do modelo proposto pelo Município com relação ao Ambulatório de Psiquiatria; acesso aos serviços, de deslocamento para matriciamento, distribuição dos CAPS por território, à defasagem de profissionais suficientes para atender à população.

Parte da demanda já está contemplada na pauta reivindicatória da categoria e foi decidido na reunião solicitar reunião com a coordenação de saúde mental com psiquiatras da rede para dialogar sobre as dificuldades relacionadas ao modelo de assistência psicossocial, seus limites e possibilidades de melhoria. A vice-presidente convidou, ainda, os médicos dos CAP’S a comparecerem à AGE do Recife no próximo dia 17 de agosto, que será realizada na sede da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), às 14h.

>> Problemas são recorrentes na Rede de Saúde do Recife

“Diante de todos os problemas que afetam a Rede de Saúde do Recife, a saúde mental não é uma exceção. Os mesmos problemas se repetem na Rede de assistência psicossocial que envolve os CAP’s, ambulatórios de psiquiatria e todo o atendimento de saúde mental do município, que versam com as demandas já existentes nos locais de trabalho no que diz respeito às denúncias de agressões físicas e verbais e falta de abastecimento farmacêutico”, declara a vice-presidente do Simepe, Claudia Beatriz.

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