É lamentável a situação na qual se encontra a saúde no município do Recife. O plano de reforma e manutenção das unidades de saúde não avançou. Continuamos a nos deparar com estruturas físicas precárias, algumas ameaçando a desabar, suspendendo, inclusive, o atendimento a população e outras fechadas para reforma, sem nunca serem concluídas.
O déficit de recursos humanos atravessou toda a atual gestão. As Entidades Medicas de Pernambuco (AMPE, Cremepe e Simepe) lutaram pelo concurso público e sua homologação, no entanto, apesar do concurso vigente, poucos médicos foram chamados, deixando várias Unidades de Saúde, a exemplo do Hospital Helena Moura, no bairro da Tamarineira/Recife, referência para internamento e atendimentos de emergência pediátrica, com redução das escalas em alguns plantões, assim como acontece nas policlínicas e maternidades, CAPS e Samu.
Este é um problema que se agrava a cada dia, sobretudo neste final de gestão com o fim de contratos que não serão mais renovados, levando ao aumento do deficit destes profissionais médicos e falta de assistência em geral.
O descaso e o descompromisso não param por aí: faltam remédios, material médico-cirurgico, exames laboratoriais básicos, bem como a redução na frota de ambulância, comprometem a assistência a população e põem em risco os profissionais de saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) do Recife. Denunciamos e cobramos dos gestores do município compromisso e respeito aos profissionais da saúde e a cada cidadão usuário do SUS do Recife, até seu último dia de gestão.
Conforme decidido em reunião realizada no dia 27 de novembro, na sede do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), encaminhamos oficio à Prefeitura solicitando audiência com o prefeito, e estamos a esperar uma resposta até a presente data. Ainda existe a Ação Judicial, provocada pelo Simepe, no sentido de interpelar a Prefeitura do Recife pela não convocação dos médicos do concurso vigente para assumir as deficiências dos plantões das unidades da rede municipal de saúde.
Ficando a constatação de uma gestão de saúde que foi abandonada, esperamos que ao assumir a administração da cidade, a nova gestão municipal se dedique de imediato sobre questões tão graves que assolam o recifense, pois para os profissionais e a população, a saúde não pode sofrer descontinuidade.
Sindicato dos Médicos de Pernambuco – Simepe



