Médicos em 626 cidades pelo País

BRASÍLIA – Balanço preliminar da primeira rodada de inscrições do programa Mais Médicos indica que 18% das cidades que pediram profissionais ao governo federal serão contempladas. Dos 3.511 municípios inscritos no programa, 626 tiveram médicos nacionais designados pelo governo. Isso foi possível depois de cruzamento entre as cidades interessadas e as localidades escolhidas pelos profissionais.

Ao total, segundo o Ministério da Saúde, 2.379 médicos brasileiros finalizaram a inscrição nesta primeira rodada. Desse montante, 507 não conseguiram as cidades pedidas e poderão fazer nova opção até segunda-feira. Outros 119 não seguiram orientação de indicar seis opções de cidades onde gostariam de trabalhar e foram eliminados dessa etapa. Eles poderão concorrer novamente numa segunda rodada, em 15 dias.

Assim, até o momento, 1.753 médicos nacionais participarão do programa. Esse profissionais têm até amanhã para confirmar a adesão. O número final de médicos e cidades contemplados, no entanto, deve mudar. Na próxima semana, será aberta aos médicos formados no exterior a escolha pelas cidades não atendidas. Mesmo preliminares, os números revelam uma diferença significativa com relação aos números totais de médicos e cidades inscritos.

Fizeram a pré-inscrição no Mais Médicos 18.450 profissionais, quase 90% deles atuando hoje no Brasil. O número inicial chegava a superar a demanda de médicos pelos municípios inscritos, de 15.460 médicos. O próprio Ministério da Saúde reconhece que a demanda permanece grande. Esse resultado deve preencher apenas 11% dessa expectativa, deixando 13.707 postos ociosos em 2.885 cidades, diz a pasta em nota.

Novo processo de seleção ocorrerá em duas semanas. Os Estados com mais médicos designados são Bahia (161), Minas Gerais (159), São Paulo (141), Ceará (138) e Goiás (117).

DIFICULDADE

O Conselho Federal de Medicina acusou ontem o Ministério da Saúde de deliberadamente dificultar a inscrição de profissionais brasileiros no programa Mais Médicos. O órgão decidiu pedir a intervenção do Ministério Público e uma investigação da Polícia Federal e quer a reabertura das inscrições para os brasileiros.

Roberto D’Ávila, presidente do órgão, afirma que os vários problemas encontrados por médicos que tentavam fazer a inscrição no Brasil não aconteciam quando o acesso era feito com um IP (registro do computador) era do exterior. “Temos informações que quem acessou por um IP do exterior não teve nenhuma dificuldade”, acusou.

Fonte: Jornal do Commercio

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