Médicos pernambucanos cruzaram os braços durante todo o dia de ontem. O ato marcou mais um dia de protestos da categoria em mais de dez estados brasileiros. Na frente da maior emergência do Estado, o Hospital da Restauração, cerca de 300 profissionais da rede pública e privada se reuniram para protestar contra o Programa Mais Médicos e os vetos ao projeto de lei que regulamenta a medicina, conhecido como Ato Médico. O dia também marcou a paralisação em alguns atendimentos.
No protesto houve um “enterro” simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Jorge Lôbo, explicou que o momento foi para denunciar as irregularidades que os profissionais passam. “Estamos demonstrando o equívoco de algumas propostas do Ministério da Saúde. Querem obrigar os profissionais a trabalharem no Interior. Não somos contra isso, mas para que um médico atue no Interior, é necessário melhores estruturas e condições de trabalho”, disse.
Lobo ainda defendeu o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), prova que o formado no exterior tem que ser submetido para poder exercer a profissão no Brasil. “Somos a favor que médicos estrangeiros venham trabalhar no Brasil, contando que eles façam o teste”, contou. Os atendimentos da rede pública que poderiam ser remarcados foram paralisados. Sendo assim, só os acolhimentos de emergência e urgência funcionaram. Unidades de Saúde da Família não tiveram expedientes.
Fonte: Folha de Pernambuco



