BRASÍLIA E RECIFE – A partir desta quarta-feira médicos dos planos de saúde de todo o País iniciam uma greve de 15 dias em defesa de reajuste médio de 50% na tabela de serviços e o fim do que chamam intervenções antiéticas que as operadoras estariam exercendo sobre os profissionais para baixar os custos dos tratamentos em prejuízo dos pacientes. No Recife, a movimentação de amanhã será um ato público a ser realizado no cruzamento das ruas Francisco Alves com Antônio Freitas, ao lado do Hope na Ilha do Leite. Não haverá paralisação.
A greve contra os planos de saúde se dará na semana que vem, quando os médicos deixarão de atender os clientes, entre os dias 15 a 19 de outubro, dos planos Hapvida, Golden Cross, Intermédica, Norclínicas, Notre Dame e Ideal Saúde. Os serviços de urgência e emergência não serão afetados, mas as consultas e a chamada assistência eletiva, mesmo marcadas com meses de antecedência, serão reagendadas para depois.
Apesar das deliberações regionais, o movimento é nacional. Em sete Estados (Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia), a paralisação atingirá todos os convênios. Em outras oito unidades da Federação, entre os quais São Paulo, a greve atingirá seletivamente as operadoras que não fecharam acordo. No caso paulista, serão afetados os planos Golden Cross, Green Line, Intermédica, Itálica, Metrópole, Prevent Sênior, Santa Amália, São Cristóvão, Seisa, Tempo Assist, Trasmontano e Universal.
Os outros Estados que terão paralisação seletiva, a exemplo de Pernambuco, são: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em cinco unidades (Amapá, Ceará, Distrito Federal, Pará e Roraima), a categoria decidiu fechar acordo com as operadoras e, a princípio, não haverá paralisação. Nas outras sete (Alagoas, Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins), a adesão será decidida em assembleias na terça-feira e quarta-feira.
Estamos caminhando para um apagão na saúde suplementar, alarmou o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá. O médico hoje é tratado como o boia-fria da saúde.
Fonte: JC



