Após uma paralisação de 24 horas nos postos de saúde, ambulatórios e outros serviços municipais, estaduais e federais, médicos do SUS em Pernambuco deverão mais uma vez cruzar os braços, provavelmente na próxima quarta-feira. O segundo protesto será nacional e foi discutido na assembleia da categoria, no Memorial de Medicina, no Derby, onde os profissionais se concentraram na tarde de ontem, antes de bloquear as pistas da Avenida Agamenon Magalhães por cerca de dez minutos, nos dois sentidos. Eles são contrários à contratação de médicos estrangeiros com validação automática de diploma, medida que a presidente Dilma Rousseff insiste em manter.
Na manhã e tarde de ontem, médicos da rede pública pararam o atendimento previamente marcado nas diferentes redes de Pernambuco. Os serviços de emergência foram mantidos. Cerca de 600 profissionais estavam presentes ao manifesto. De acordo com o sindicato da classe (Simepe), a paralisação nacional está programada para o dia 3 de julho, mas a data só deve ser confirmada hoje, em São Paulo, por presidentes das entidades de todos os estados.
Na assembleia de ontem, o Simepe propôs a elaboração de duas cartas com o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e a Associação Médica de Pernambuco. Uma, dirigida ao público, explicando os riscos de trazer médicos estrangeiros para o País, e a outra, pedindo às prefeituras e ao governo do Estado que não contratem esses profissionais.
Os médicos estão dispostos a divulgar imagens sobre as condições das unidades. “Na reunião, em São Paulo, faremos um calendário de mobilização. A parada nacional é para mostrar a nossa posição em defesa do Revalida (programa de validação de diploma mediante exame) e da carreira”, disse o diretor do Simepe, Sílvio Rodrigues. “Se a presidente Dilma não acatar nem abrir um canal de negociação, podemos estender a paralisação.”
Fonte: Jornal do Commercio



