Desfecho positivo no movimento dos médicos do Hospital de Urgência e Trauma de Petrolina (HUT). Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na noite desta quarta-feira (07/08), no auditório da unidade de saúde, a categoria e a reitoria da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) chegaram ao acordo em relação às remunerações e vínculos trabalhistas.
O diretor do Simepe, Tadeu Calheiros, começou a AGE fazendo um breve histórico do movimento pontuando algumas das reivindicações dos médicos. Em seguida, apresentou as propostas dos representantes da Univasf, discutidas em reunião realizada com o vice-reitor Télio Nobre e o assessor da reitoria Edmilson dos Santos, na qual comprometeram-se em equiparar os salários dos médicos vinculados ao HUT com o praticado em outros hospitais da região, valorizando o vínculo dos profissionais.
Estiveram presentes na reunião uma comissão de médicos do hospital, o procurador geral da União, Flávio Pereira, o advogado da Defensoria Médica do Simepe, além de representantes do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), atual responsável pela administração do hospital.
Na opinião do diretor do Simepe, o movimento teve uma vitória expressiva. “ Há quatro meses estamos acompanhado todo o processo, inclusive, o período de transição do hospital. Fechar uma negociação com ganhos de até 44% nas remunerações, sem dúvida, é resultado do compromisso e união dos médicos do HUT”, comentou Calheiros. Ele ainda lembrou que, em uma das últimas assembleias a categoria chegou a decidir por aceitar o desligamento do hospital, entretanto, concedeu novo prazo de negociação à gestão, preocupados em não desassistir à população e dando um voto de confiança à Univasf.
O vice-reitor da universidade, Télio Nobre, parabenizou a atuação do Simepe durante as mesas de negociação e afirmou que a participação do Sindicato foi essencial para a construção desse novo cenário.
As propostas foram aprovadas por ampla maioria dos presentes na AGE e os novos valores serão aplicados para os médicos diaristas e plantonistas já no próximo mês (setembro).
“Os ganhos obtidos neste movimento foram importantes, porém destaco a formação de unidade do grupo que defendeu seus direitos. Essa união fortaleceu ainda mais os médicos de Petrolina”, finalizou, Calheiros.




