Atividades realizadas pelos profissionais de saúde voltam ao normal ainda nesta segunda-feira
Os médicos residentes do Hospital Getúlio Vargas, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife, anunciaram o fim da paralisação da categoria na manhã desta segunda-feira (24). O grupo havia decretado greve há uma semana, motivado pelas precárias condições de trabalho na unidade.
Entre os problemas alegados por representantes do movimento estão questões de estrutura básica, falta de manutenção dos elevadores e a ausência de medicamentos simples, o que estaria afetando diretamente a qualidade de atendimento prestado aos pacientes. Além dessas queixas, a superlotação crônica também seria um grave problema do local.
De acordo com os grevistas, duas reuniões foram realizadas com a direção do Hospital e com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, mas algumas das pautas do movimento não haviam sido atendidas. A terceira assembleia dos profissionais aconteceria nesta terça-feira (25), mas o fim da greve foi decidido um dia antes por conta de um acordo firmado.
Segundo Gabriela Calado, uma das residentes, as atividades voltam ao normal ainda nesta segunda. O acordo definiu que o Governo do Estado mantenha contato contínuo com os profissionais de saúde da instituição e que forneça os insumos necessários para o trabalho.
Nova emergência no HGV
No mesmo dia em que os médicos residentes decretaram fim da greve, o Hospital Getúlio Vargas (HGV) inaugurou a primeira etapa das obras de readequação da emergência. O espaço tem área de 1.443 m² e conta com 72 leitos, o que representa uma ampliação de 44% em relação ao total anterior. A obra contou com investimento de R$ 16,6 milhões.
Após a inauguração, os pacientes internados na unidade de saúde serão transferidos para a nova emergência. Reformas no espaço que abrigava o setor devem ser iniciadas ainda nesta semana, com objetivo de totalizar 100 leitos no HGV. A expectativa é de que as obras sejam concluídas até o final de 2018.
Médicos do Recife continuam em greve
Os médicos da rede municipal de Saúde do Recife estão em greve por tempo indeterminado desde a sexta-feira (21). A decisão foi tomada de forma unânime em assembleia realizada na quinta (20) após uma paralisação em caráter de advertência de 72 horas. Consultas e exames estão suspensos, enquanto o atendimento continua apenas para emergência, maternidade e nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Entre os principais motivos para deflagração do movimento paredista estão a falta de segurança nas unidades de saúde, a escassez de profissionais diante da alta demanda por atendimento e a falta de medicamentos.
Fonte: OP9 – Sistema Opinião de Comunicação



