Médicos residentes em greve fazem protesto em hospital na Zona Oeste do Recife

Médicos residentes, em gtreve por tempo indenterminado, fizeram protesto, nesta terça-feira (18), na frente do Hospital Getúlio Vargas (HVG), no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Categoria, que paralisou as atividades no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, denuncia falta de equipamentos e insumos para procedimentos básicos.

Médicos residentes do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, realizam um protesto nesta terça-feira (18). Na segunda-feira (17), a categoria entrou em greve por tempo indeterminado para denunciar falta de equipamentos e insumos para procedimentos, como fios de sutura, material para exames de imagem e soro fisiológico. (Veja vídeo acima)

O Hospital Getúlio Vargas é uma das referências no Sistema Único de Saúde em Pernambuco. A unidade realiza, por mês, mais de 2,2 mil atendimentos na emergência, mais de 19 mil consultas no ambulatório e mil cirurgias.

Por volta das 7h, cerca de 30 residentes deram início ao protesto, na frente da portaria principal da unidade. Eles vestiam camisas pretas sob o jaleco branco, demonstrando a insatisfação com as condições de trabalho. A expectativa era permanecer no local até o fim da manhã desta terça.

e acordo com representantes dos 122 residentes do HGV, que preferiram não revelar o nome por medo de represálias, a categoria espera que o governo do estado acate as reivindicações. Na sexta-feira (21), está marcada nova assembleia para discutir o rumo da paralisação.

Na segunda (17), os residentes enviaram um comunicado aos pacientes, às autoridades e entidades médicas. Eles informaram que o hospital “não ofereceu as condições mínimas para o exercício profissional digno, comprometendo a prestação de serviço especializado à população, além de prejudicar o aprendizado acadêmico”.

Outro documento, assinado na sexta-feira (14), apontou as principais reivindicações. A categoria cobrou o funcionamento pleno, em até 72 horas, da área de esterilização de equipamentos “para oferta de material em número suficiente” para todas as cirurgias eletivas programadas diariamente, além das cirurgias demandadas pela emergência.

Diante dos problemas denunciados pelos residentes, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) informou que está acompanhando de perto o movimento. O presidente da entidade, Tadeu Calheiros, afirmou, por telefone, que a falta de insumos básicos no Getúlio Vargas é grave. (Veja vídeo acima)

Ele defendeu o diálogo entre os residentes e o governo do estado e afirmou eu o sindicato vai atuar para manter as negociações.

“O programa de residência médica do HGV é muito importante, mas precisa ter, no mínimo, o material básico. Há muito tempo, a unidade sofre com o desabastecimento”, afirmou.

Resposta

Por meio de nota, a direção do Hospital Getúlio Vargas informou que a unidade funcionou normalmente nesta terça. Foram garantidos, segundo a administração, os atendimentos de urgência e ambulatoriais, além de cirurgias. Até as 11h desta terça-feira, o HGV realizou nove procedimentos cirúrgicos de urgência e pré-marcados.

O HGV informou, ainda, que, apesar da paralisação dos residentes, nenhum serviço teve redução. Para isso, foi preciso reorganizar a escala de médicos preceptores, o que permitiu o atendimento dos casos de urgência, evoluções de pacientes e a realização de procedimentos cirúrgicos.

A direção do HGV disse que está em diálogo com a comissão dos residentes e todas as reivindicações da categoria estão sendo resolvidas, conforme acordado em reunião realizada na sexta-feira (14).

Sobre os insumos, a direção da unidade afirmou que tem trabalhado para resolver as faltas pontuais, bem como para manter o estoque e suprir as necessidades do serviço.

A administração do hospital reforçou que continua à disposição dos residentes para resolver a situação no menor tempo possível, sem causar prejuízos aos pacientes.

Fonte: G1

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas