SAÚDE Atividades nos serviços eletivos públicos e privados serão suspensas nos dias 23, 30 e 31 deste mês. Categoria vai divulgar carta aberta explicando as reivindicações
Os médicos pernambucanos decidiram paralisar as atividades nos serviços eletivos públicos e privados nos dias 23, 30 e 31 deste mês. As datas seguem um calendário nacional, votado na quinta-feira da semana passada em reunião na Federação Nacional dos Médicos (Fenam), em Brasília. Na assembleia pernambucana, realizada na Associação Médica de Pernambuco, na Boa Vista, também ficou decidido que será divulgada a pauta de reivindicações ao governo federal em uma carta aberta à população, além de procurar o apoio dos estudantes de medicina.
“É uma situação de extravasamento de indignação com a saúde e o policiamento que está sendo feito com os médicos em todo o País”, explicou o presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Jorge Lobo. Com a greve, serão suspensos os atendimentos eletivos, como cirurgias, consultas e atendimentos em postos de saúde. Entre as principais reivindicações da categoria estão a destinação de 10% da receita bruta do País para a saúde pública, criação de um plano de carreira para a profissão, realização de concurso público e a manutenção do Revalida, o exame de proficiência na língua e conhecimentos para os médicos formados no exterior.
Mesmo com a greve, serão mantidas atividades chamadas essenciais, como serviços de urgência e emergência, além de atendimentos como quimioterapias, endoscopia e cardiologia intervencionista. “Queremos minimizar o transtorno à população, mas sem deixar de mostrar a indignação, deixar de dizer que é impossível ter um diálogo com esse governo que adota proposições de tapa-buraco e que não discute a real situação do SUS brasileiro”, acrescentou.
A paralisação atingirá os serviços municipal, estadual, federal e privado. “Não é uma situação exclusiva do SUS, é uma discussão da medicina e da saúde brasileira”, informou Lobo. No dia 31, após a paralisação, haverá uma nova assembleia para avaliar o movimento.
O Simepe também pretende apoiar a mobilização dos médicos residentes que pleiteiam o aumento da bolsa, atualmente no valor de R$ 2.976,00, para R$ 10 mil, igualando à quantia recebida pelos médicos selecionados para o Provab, que receberão o valor maior por uma carga de trabalho de 36 horas semanais, enquanto os residentes trabalham 60 horas por semana.
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Fonte: Jornal do Commercio



