Menos adoecimentos no SUS

Os homicídios também lideram as estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde (SES) neste Carnaval 2015, que, por outro lado, registrou menos adoecimento e morte que em 2014. Dos nove óbitos ocorridos em Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e hospitais do SUS, cinco foram por agressão entre pessoas. Quatro por uso de arma de fogo e uma por ferimento à faca, apontou levantamento da SES divulgado ontem.

Os atendimentos a vítimas de violência e adoecimentos caíram 23,5% em relação ao Carnaval 2014. Das 19h da sexta-feira (13) às 23h59 da Quarta de Cinzas, 41.930 foram realizados em serviços próximos dos focos de folia. Nesse conjunto estão incluídas 15 UPAs e 24 hospitais. No ano anterior foram 54.872 assistidos.

Dessa vez, pelo menos 66% dos pacientes recorreram às unidades de pronto-atendimento. Dos doentes, 67% exigiram cuidados de clínico geral e 14% de traumatologistas e ortopedistas. Apenas 4% foram transferidos para hospitais. O número de suturas foi de 1.598.

Os Hospitais João Murilo (regional de Vitória de Santo Antão), da Restauração, no Recife, e Sílvio Magalhães, em Palmares, receberam o maior número de pacientes: pouco mais de mil.

Quando avaliadas as mortes separadamente, a redução foi maior que a de atendimentos. No Carnaval de 2014, morreram nos serviços de saúde 17 pessoas. O número agora caiu mais de 47%.

De acordo com a SES, das quatro mortes por arma de fogo, duas foram registradas no Hospital Miguel Arraes, em Paulista, uma no Dom Helder, no Cabo de Santo Agostinho, e outra na UPA de Nova Descoberta, Norte do Recife. A UPA de Igarassu anotou o óbito por esfaqueamento.

Uma sexta morte ainda precisa ser esclarecida. Duas foram por acidente de moto, de pacientes levados aos hospitais de Nazaré da Mata e de Palmares. A nona foi por atropelamento, conforme o Hospital Miguel Arraes.

Fonte: Folha de Pernambuco

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