Menos doentes, mais prevenção

Notificações de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti caíram até 92%, mas a chegada do verão serve de alerta para que a população redobre os cuidados contra o mosquito

Entre janeiro e novembro deste ano, as notificações de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti tiveram queda na comparação com o mesmo período de 2016, conforme o Mapa da Dengue divulgado recentemente pelo Ministério da Saúde. Os casos de dengue diminuíram 83,7%, assim como os óbitos, que tiveram redução de 82,4%. Já os registros de zika foram 92,1% menores e a taxa de incidência passou de 103,9 (a cada 100 mil habitantes) no ano passado para 8,2 (a cada 100 mil habitantes) em 2017. As notificações de chikungunya também seguiram essa tendência de queda e tiveram redução de 32,1%.

Embora os números sejam expressivos, os cuidados com o mosquito vetor devem ser redobrados, uma vez que o verão chegou e o calor e as chuvas são dois fatores favoráveis para o aumento de casos. Para reforçar as ações de combate em âmbito nacional, o Ministério da Saúde lançou o projeto “Sexta Sem Mosquito”, que integra a campanha nacional de Combate ao Mosquito 2017-2018, que tem a intenção de mostrar à população que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um remover possíveis criadouros.

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), pesquisa que auxilia na identificação de bairros e áreas críticas, apontou que entre os principais criadouros encontrados estão: pneus, cisternas, barris e toneis. Ao todo, 65 mil focos do mosquito foram encontrados, sendo a maioria deles no Nordeste e no Centro-Oeste do país.

O projeto “Sexta sem Mosquito” vem mobilizando várias autoridades do Governo Federal, comunidades, agentes de saúde e gestores dos governos locais. No Recife, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde capacitou 50 brigadistas no Hospital da Mulher do Recife, no bairro do Curado. Após a capacitação, foram feitos mutirões de controle do mosquito em comunidades, além de palestras, panfletagem e instalação de ovitrampas (armadilhas contra o mosquito). “O enfrentamento ao mosquito é prioridade do Governo Federal. Por isso definimos um dia para essa grande mobilização, que é a Sexta Sem Mosquito. Isso demonstra o empenho e a preocupação no combate ao Aedes para que possamos evitar todas as doenças causadas por ele”, declarou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Investimento

A pasta federal assegurou o fornecimento de larvicidas para eliminar o mosquito nos estados até o próximo ano. São mais de 1,2 milhões de Malathion e 217 mil quilos de Pyriproxyfen. Outra ação foi a compra de 650 equipamentos de nebulização para espalhar os inseticidas pelos bairros, o que inclui um investimento de R$ 17,6 milhões. Os estudos para frear o crescimento da população de mosquitos e o desenvolvimento de vacinas contras as doenças têm recebido de investimento, desde 2015, R$ 465 milhões. Além disso, desde que foi detectada relação entre infecções pelo zika e casos de microcefalia, o Ministério da Saúde aumentou em 83% o investimento para este fim nos últimos 7 anos.

Fonte: Folha de Pernambuco

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